
Uma funcionária de uma padaria foi agredida por clientes durante o trabalho, no início da manhã deste sábado (20), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A confusão foi registrada por uma câmera de segurança do estabelecimento. A atendente, de 33 anos, registrou boletim de ocorrência e relatou que foi atacada depois de informar a duas mulheres que os salgados disponíveis seriam substituídos por lanches mais novos. As suspeitas fugiram e não haviam sido localizadas até a última atualização do caso.
Segundo o boletim citado pela TV Globo, as mulheres chegaram à padaria pouco antes de 5h30 (horário de Brasília) para comprar salgados. Como o atendimento ainda era feito por uma grade, a funcionária disse que elas poderiam aguardar alguns minutos para a troca dos produtos que estavam na estufa. De acordo com a atendente, as clientes responderam de forma ríspida: “Você acha que estamos com tempo para esperar?”.
Às 5h30, quando a padaria abriu as portas, as duas mulheres voltaram acompanhadas de um homem. O vídeo mostra uma delas dizendo: “Vem para cima de mim”. A funcionária respondeu: “Eu não ponho a mão nos outros, não”.
Em seguida, a cliente se aproximou da atendente e a atacou. A funcionária tentou se defender, e as duas começaram a brigar. A segunda mulher também teria participado das agressões, segundo o relato registrado no boletim.
Cliente voltou e arremessou produtos
Depois de ser retirada pelo homem que acompanhava a dupla, a mulher que iniciou a briga voltou ao balcão. Ela gritou “eu estou no meu direito” e arremessou produtos contra a funcionária.
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A atendente pegou um objeto para tentar se defender e passou a gritar: “Sai, sai”. Mesmo assim, a cliente voltou a atacá-la com um chute. Depois, jogou mais um produto da padaria e chamou a trabalhadora de “vagabunda”.
A funcionária relatou à polícia que sofreu luxações e outros ferimentos. À TV Globo, ela disse que trabalha há mais de três anos na padaria e que nunca havia passado por situação parecida.
“Nunca tinha me acontecido de ser agredida, sempre trato os clientes com respeito”, afirmou.
A Polícia Militar (PM) fez buscas na região, mas as mulheres não foram encontradas. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.
