
A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, se pronunciou publicamente pela primeira vez desde a morte da jovem durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo. Em uma carta divulgada no último sábado (20) pela Gazeta de Limeira, os familiares compartilharam a dor pela perda, relembraram os sonhos interrompidos da jovem e fizeram um apelo por justiça.
No texto, assinado como “Família Rodrigues – Jandira/SP”, Maria Eduarda, chamada carinhosamente de Duda, é descrita como uma jovem alegre, dedicada aos estudos e cheia de planos para o futuro.
Os familiares destacaram que a jovem era formada em Nutrição Esportiva, cursava Educação Física e tinha previsão de concluir a graduação em 2027. Segundo a carta, ela também trabalhava como recepcionista e estagiária em uma academia, onde demonstrava a paixão que tinha pela área esportiva.
A nota ainda relembra os projetos pessoais de Maria Eduarda. “Duda nutria muitos sonhos para o futuro. Estava em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir sua própria família e proporcionar a seus avós a alegria de conhecerem seus filhos. Todos esses projetos de vida foram ceifados”, escreveram.
Ao comentar a tragédia, a família afirma que a morte da jovem foi um fato “inaceitável” e diz acompanhar de perto o andamento das investigações.
Os familiares ressaltam ainda que buscam justiça e defendem que todas as circunstâncias do caso sejam esclarecidas.
“É fundamental que todas as responsabilidades sejam apuradas com rigor e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões”, diz outro trecho da manifestação.
A família também afirma esperar que a morte da jovem possa servir de alerta para evitar novas tragédias. “Desejamos, acima de tudo, que a elucidação deste caso sirva de alerta para que situações como esta não se repitam, protegendo assim a vida de outros jovens.”
Investigação continua
Maria Eduarda morreu em 13 de junho, após cair de uma altura aproximada de 40 metros durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

As investigações da Polícia Civil apontam que a jovem foi lançada sem estar conectada às cordas de segurança que deveriam protegê-la durante o salto. O caso teve grande repercussão nacional e levantou questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados pelos organizadores da atividade.
Segundo a investigação da polícia, Maria Eduarda pagou R$ 180 pela experiência e outros R$ 150 para que o salto fosse gravado por uma câmera 360 graus. O equipamento, que aparecia nas mãos da jovem antes da queda, ainda não foi localizado pelos investigadores e segue sendo procurado.
Três pessoas ligadas à organização da atividade foram presas e são investigadas por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. A Polícia Civil também apura se a atividade era realizada sem uma empresa formalmente constituída e regulamentada, além de possíveis falhas nos procedimentos de segurança.
Na última semana, a Justiça de São Paulo manteve as prisões preventivas de dois dos investigados, Maicon Fernandes Cintra e Luís Felipe Feliciano Egoroff, ao negar pedidos liminares de habe,as corpus, instrumento jurídico utilizado para pedir a liberdade de uma pessoa presa ou contestar uma prisão considerada irregular.
Na decisão, o Tribunal de Justiça entendeu que ainda existem investigações em andamento e circunstâncias que precisam ser esclarecidas, como a realização de perícias e a apuração de fatos relacionados aos equipamentos utilizados no salto.
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Enquanto aguardam a conclusão das investigações, os familiares afirmam que seguirão em busca de respostas e pedem respeito neste momento de luto. “Pedimos que a privacidade da família seja respeitada neste período de grande sofrimento”, conclui a nota.
Confira a nota completa
“É com uma dor imensurável e o coração desolado que a Família Rodrigues se dirige ao público neste momento tão difícil, após a trágica e prematura perda de nossa querida Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, carinhosamente conhecida como Duda, aos 21 anos. Sua partida abrupta interrompe uma vida cheia de planos e sonhos, deixando uma ausência profunda em todos nós que a amamos.
Maria Eduarda, nascida em 25 de dezembro, sempre foi um verdadeiro presente para nossa família. Desde pequena, Duda se destacava por sua alegria, seu bom humor e sua energia contagiante. Recordamos com carinho de cada momento e de nosso empenho em vê-la feliz.
Ela era uma jovem dedicada e estudiosa, com uma trajetória exemplar. Com formação em Nutrição Esportiva, estava cursando Educação Física e tinha previsão de concluir a graduação em 2027. Sua paixão pela área se refletia em seu trabalho como recepcionista e estagiária em uma academia da nossa cidade.
Duda nutria muitos sonhos para o futuro. Estava em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir sua própria família e proporcionar a seus avós a alegria de conhecerem seus filhos. Todos esses projetos de vida foram ceifados.
O crime ocorrido com a nossa Duda no último sábado, 13 de junho de 2026, durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), ao ser lançada sem estar devidamente conectada aos equipamentos de segurança é inaceitável e está sob investigação da Polícia Civil. Este fato causa-nos uma profunda angústia e indignação.
Neste momento de luto, a Família Rodrigues, acompanhada por sua assessoria jurídica, busca por justiça. É fundamental que todas as responsabilidades sejam apuradas com rigor e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões. Confiamos na atuação diligente da Polícia Civil e do sistema Judiciário para que os fatos sejam plenamente esclarecidos e que a memória de nossa Duda seja honrada com a busca pela justiça. Desejamos, acima de tudo, que a elucidação deste caso sirva de alerta para que situações como esta não se repitam, protegendo assim a vida de outros jovens.
Agradecemos imensamente o apoio, a solidariedade e o carinho recebidos de todos, bem como o papel da imprensa na busca pela verdade e na divulgação deste caso. Pedimos que a privacidade da família seja respeitada neste período de grande sofrimento.
Com o coração partido, A Família Rodrigues – Jandira/SP, 20 de junho de 2026.”
