
Grupo fisga piraíba de mais de 2 metros e 150 quilos, em Goiás
O guia de pesca Lucas Muniz e mais dois clientes fisgaram um peixe piraíba de mais de 2 metros de comprimento e mais de 150 quilos na região de São José dos Bandeirantes, em Nova Crixás, em Goiás. Entre os clientes do guia, estava o conselheiro municipal Humberto Aidar (veja acima).
“Uma piraíba, rainha do rio! Ficamos aqui uns 50 minutos para pegar a menina”, relatou o conselheiro em vídeo publicado nas redes sociais.
A pesca aconteceu nesta terça-feira (23), no Rio Araguaia. Lucas contou ao g1 que já havia pescado uma piraíba de 2,05 metros no ano passado, mas que o feito é raro. “Uma piraíba de dois metros é muito difícil de acontecer. Sai várias, só que sempre pequena, de um metro ou um metro e meio, mas essas de dois metros, mais de dois metros, é mais raro”, explicou.
Segundo o guia Bruno Ramos, a região onde a piraíba foi pescada é conhecida como “capital mundial das piraíbas gigantes”. “Em nenhum local do mundo, são fisgadas piraíbas de mais de dois metros. Hoje, essa região recebe milhares de pescadores em busca dos bagres gigantes”, relatou.
Peixes gigantes que não podem ser consumidos: guia fisga piraíba de mais de 2 metros e 150 quilos, em Goiás
Reprodução/Arquivo pessoal de Lucas Muniz
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Peixes gigantes que não podem ser consumidos
O peixe piraíba não pode ser consumido devido a uma proibição prevista na Lei Estadual n. 13.025/1997. A espécie é listada na lei como “espécie em defeso” cuja pesca é considerada predatória, sendo expressamente proibida em todo o estado. É proibido o consumo da piraíba inclusive no local de pesca.
Além da piraíba, a lei também proíbe outras sete espécies de serem abatidas na Bacia Hidrográfica do Araguaia-Tocantins. Confira abaixo quais espécies não podem ser consumidas:
Bargada;
Jaú;
Piranambú, surubim-de-canal;
Pirapitinga-do-sul;
Piraíba, filhote, piratinga;
Pirarara;
Pirarucu, pirosca;
Rubinho.
O professor e pesquisador da Universidade Estadual de Goiás (UEG) Fabrício Teresa explicou ao g1 que a piraíba é uma espécie de grande importância ecológica por ser um predador de topo de cadeia alimentar. “Ele tem ciclo de vida longo, o que a torna vulnerável a declínios populacionais. Ao mesmo tempo, é muito visada para o consumo e pela pesca predatória”, explicou.
A espécie é inclusa em listas de peixes proibidos para abate em Goiás e no Mato Grosso com intuito de proteger a população. O professor acrescenta ainda que a proibição ajuda a manter a atividade econômica da pesca esportiva.
“Atualmente, é a principal espécie alvo da pesca esportiva, que movimenta a economia de diversas cidades no vale do Araguaia. Então, sua proteção implica também na sustentabilidade dessa atividade que é importante para a economia da região”, disse.
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