
As fortes chuvas que atingiram o estado de São Paulo entre terça-feira (23) e quarta-feira (24) deixaram uma pessoa morta, dezenas de desalojados e provocaram estragos em diferentes municípios. Em algumas cidades, o volume registrado em apenas 24 horas foi suficiente para superar a quantidade de chuva normalmente esperada para todo o mês de junho, conforme a Defesa Civil.
O caso mais grave ocorreu na capital paulista, onde um imóvel utilizado como habitação coletiva desabou durante a madrugada no bairro do Cangaíba, na Zona Leste. Duas pessoas foram retiradas dos escombros pelo Corpo de Bombeiros, mas uma delas morreu no local. A segunda vítima foi socorrida com ferimentos leves.
Após o desabamento, a Defesa Civil interditou o imóvel e 37 moradores passaram a receber atendimento da assistência social para acolhimento temporário.
Cidades registram mais chuva que o esperado para junho
Dados do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil mostram que municípios paulistas registraram, em apenas 24 horas, volumes de chuva equivalentes ou até superiores ao esperado para todo o mês de junho.
O caso mais extremo foi o de Cerquilho, no interior paulista, onde o acumulado chegou a 113 milímetros entre terça-feira (23) e quarta-feira (24). O volume representa 178% da média histórica prevista para o mês inteiro.
Em Jundiaí, foram registrados 105 milímetros de chuva, enquanto Itupeva acumulou 98 milímetros. Nas duas cidades, os índices ultrapassaram o total normalmente esperado para junho.
Os temporais também tiveram impacto significativo em outras regiões do estado. Em Santo André, Santos e São Sebastião, a chuva registrada em apenas um dia correspondeu a cerca de dois terços do volume previsto para todo o mês. Na capital paulista, os 94 milímetros acumulados representam mais da metade da média histórica de junho.
A Defesa Civil mantém o alerta para novas pancadas de chuva nesta quarta-feira (24), com possibilidade de rajadas de vento, descargas elétricas e ocorrência de alagamentos e enxurradas. A previsão é de que a instabilidade comece a perder força a partir de sexta-feira (26), com a chegada de uma massa de ar frio que deve derrubar as temperaturas em várias regiões do estado, segundo o Climatempo.
Alagamentos, desabamentos e crateras
Além da morte registrada na capital, o temporal provocou uma série de ocorrências em outras cidades paulistas, como queda de árvores, desabamento e enchentes.
Na Cidade Dutra, na Zona Sul de São Paulo, uma enxurrada atingiu cerca de dez residências após o extravasamento de águas pluviais em uma viela. Uma casa sofreu desabamento parcial nos fundos e outras três apresentaram risco estrutural. Aproximadamente 60 moradores ficaram desalojados.
Em Cajamar, na Grande São Paulo, uma erosão causada pelo rompimento de uma galeria de drenagem abriu uma cratera na Rua Padre Luiz Chispim, no bairro Polvilho. Um veículo caiu no buraco, mas ninguém ficou ferido. A via precisou ser interditada para avaliação e reparos.

Já em Ribeirão Pires, no ABC Paulista, outro afundamento de solo abriu uma cratera na Rua João Dicieri, no bairro Parque Aliança. Um automóvel também caiu no local, sem registro de vítimas.
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A Defesa Civil segue monitorando as áreas afetadas e orienta os moradores a evitarem regiões alagadas, não enfrentarem enxurradas e observarem sinais de movimentação de terra, como rachaduras em imóveis, inclinação de árvores, postes ou muros.
Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
