Suspeito de invadir mansão do pai de Daniel Vorcaro, do Master, é especializado em furtos a casas de alto padrão


Casa de Henrique Vorcaro é furtada em BH
Thiago Henrique Ribeiro, homem de 41 anos suspeito de invadir a mansão do pai de Daniel Vorcaro, do Banco Master, é especializado em furtos a casas de alto padrão, segundo a Polícia Civil. Ele teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.
O imóvel de Henrique Vorcaro fica no condomínio Capitão do Mato, um residencial de luxo em Nova Lima, na Grande BH, e estava desocupado no momento da invasão, no último sábado (20). Um relógio de R$ 1 milhão, joias com diamantes e uma arma estão entre os itens levados pelo ladrão, que causou um prejuízo estimado em R$ 5 milhões (leia mais abaixo).
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Inicialmente, Thiago Henrique Ribeiro foi preso, no domingo (21), por receptação, após a namorada dele acionar a Polícia Militar devido a uma discussão. Durante a ocorrência, a corporação encontrou diversos objetos de origem suspeita na casa onde o homem mora, no bairro Goiânia, na Região Nordeste de Belo Horizonte.
“Ele estava fazendo uso de álcool e outras drogas com uma namorada. Em dado momento, eles discutiram, e essa namorada chamou a PM. Com visíveis sintomas de embriaguez, ela começou a falar sobre esse crime de furto que ele teria praticado. Os policiais foram ao local e descobriram os materiais que foram apreendidos na ocorrência, dentre eles cartões de crédito com o nome da vítima e de sua esposa”, disse o delegado.
Conforme a Polícia Civil, o homem possui extensa ficha criminal e já havia sido detido pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), em 2023, por furtos a residências de alto padrão cometidos com o mesmo modo de atuação. Um dos casos anteriores ocorreu no mesmo condomínio onde fica a mansão de Henrique Vorcaro.
“Foi casual. Ele esteve no condomínio, viu que a casa estava sem ninguém e ingressou. Esse é o ‘modus operandi’ dele, ele escolhe as residências não por quem mora, mas devido ao fato de elas não estarem com ninguém no momento. Não trabalhamos com a hipótese de ele ter ido especificamente para essa residência”, afirmou o delegado Felipe Freitas, chefe do Depatri.
A Polícia Civil também afirmou que instaurou inquérito para apurar o caso. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional.
“Nós agora vamos dar continuidade à investigação. A gente não descarta a possibilidade de participação de outras pessoas, nem que seja no apoio, para levá-lo e buscá-lo, e evidentemente dos receptadores desses bens, porque muito provavelmente ele já vendeu alguns”, afirmou Freitas.
O g1 tenta contato com a defesa de Thiago Henrique Ribeiro para um posicionamento.
Thiago Henrique Ribeiro, principal suspeito de furtar residência de luxo de Henrique Vorcaro.
Imagens cedidas ao g1
Prejuízo de R$ 5 milhões
O condomínio em que a mansão furtada fica é o mesmo onde Henrique Vorcaro foi detido pela Polícia Federal no dia 14 de maio de 2026, no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras ligadas ao Banco Master (veja imagens do residencial de luxo mais abaixo).
A família soube do furto depois de ser informada pela PM e, ao fazer uma checagem na residência, sentiu falta de itens como um relógio avaliado em R$ 1 milhão e joias com diamantes de marcas de luxo — bens que não foram recuperados ainda.
Conforme a polícia, os seguintes itens foram levados pelo ladrão:
Um relógio da marca Richard Mille avaliado em R$ 1 milhão.
Sete correntes de diamante.
Uma pulseira de diamante.
Um par de brincos de diamante.
Um colar de ouro da marca Tiffany & Co.
Três anéis de brilhantes.
Seis bolsas de marca de grife.
Seis cartões de banco.
Diversos sapatos e chinelos.
Uma pistola calibre .380 ACP.
Veja condomínio de luxo onde pai de Daniel Vorcaro foi preso em MG
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Quem é Henrique Vorcaro
Henrique Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no dia 14 de maio de 2026, no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Ele é suspeito de integrar o “núcleo violento” do grupo e de atuar como operador financeiro.
Conforme as investigações, Henrique seria responsável por demandar serviços e realizar pagamentos a estruturas conhecidas como “A Turma” e “Os Meninos”, usadas para intimidar pessoas, obter dados sigilosos e invadir sistemas.
No dia 16 de junho, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão do investigado. Ele está detido no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH.
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