Atletas mirins do interior de SP são convocados para a seleção brasileira de beisebol


Três atletas de Guararapes são convocados para a seleção brasileira de beisebol
Enquanto o futebol domina o país durante a Copa do Mundo, em Guararapes, no interior de São Paulo, o esporte que move crianças e adolescentes tem taco, luva e quatro bases. A tradição do beisebol proporcionou a convocação de três atletas para a seleção brasileira. Eles vão representar a nação em competições internacionais.
No esporte, uma equipe rebate, enquanto a outra defende. O objetivo do jogador é percorrer as quatro bases do campo após acertar a bola e, assim, marcar pontos.
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Os atletas Danilo Muricune Teixeira, de 11 anos, Luiza Martinez Trigilio, de 11, e Miguel Arthur, de 12, treinam no Estádio Municipal de Baseball “Milton Motomatsu”, um dos principais centros da modalidade na região noroeste paulista.
Danilo embarca nesta semana para o Japão, onde defenderá a seleção brasileira. Receptor da equipe, ele utiliza equipamentos específicos de proteção, como máscara, peiteira e caneleiras, e sonha em aproveitar a experiência dentro e fora do campo.
“Vou dar o máximo e jogar bem lá. Quero fazer novas amizades e ver o que vai acontecer no Japão”, diz o atleta mirim.
Luiza Martinez Trigilio (à esquerda), Miguel Arthur (ao centro) e Danilo Muricune Teixeira (à direita) são de Guararapes (SP)
Reprodução/TV TEM
⚾ Tradição japonesa e formação além do esporte
O beisebol chegou a Guararapes por influência da comunidade japonesa e, até hoje, o esporte mantém forte ligação com valores da cultura nipo-brasileira.
A convocação dos três atletas reforça a tradição de Guararapes como um dos principais polos de formação do beisebol paulista e brasileiro. Segundo o treinador, Maurício Hamamoto, o objetivo vai além das vitórias e das competições.
“O beisebol é um instrumento. O principal é a cultura, a educação, a disciplina e a garra que a gente tenta passar para as novas gerações”, afirma o responsável pelo projeto.
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Na equipe feminina, Luíza foi convocada para defender o Brasil após seis anos praticando a modalidade. Ela começou no esporte por incentivo do irmão mais velho. A atleta afirma que encarou a seletiva com tranquilidade.
“Meu irmão me puxou para cá e eu comecei a gostar. Agora, estou indo representar o Brasil”, conta a atleta mirim.
Miguel também conquistou uma vaga na seleção brasileira e disputará o Campeonato Pan-Americano Sub-12, na República Dominicana. O jovem conta que demorou cerca de quatro meses para entender as regras do beisebol, mas, três anos depois, já integra a equipe nacional.
As rebatidas do atleta mirim chegam a atingir 130 quilômetros por hora, conforme o treinador. Para conseguir o desempenho, a receita é simples: treino constante. “Treino quase todos os dias, cerca de três horas”, afirma Miguel.
Atletas mirins praticam beisebol em Guararapes (SP)
Reprodução/TV TEM
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