Gripe canina: veterinária alerta que doença é mais frequente no inverno e indica cuidados para proteger os pets


Veterinária de Itapetininga alerta que gripe canina é mais frequente no inverno
Arquivo pessoal/Juliana Sonoda
Espirro, tosse, coriza, febre e apatia não são sintomas exclusivos dos seres humanos: os cães também podem apresentar esses sinais quando estão gripados. A doença, conhecida como gripe canina, costuma ser mais frequente no inverno.
Para entender melhor o quadro e como proteger os pets, o g1 ouviu a veterinária Juliana Morika Sonoda, de Itapetininga (SP). Ela explica que se trata de uma enfermidade específica dos cães que não é transmitida para gatos ou humanos, e é causada por diferentes vírus que afetam as vias respiratórias do animal.
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“É uma doença respiratória contagiosa causada por vírus e bactérias, principalmente pela bactéria Bordetella Bronchiseptica e por vírus respiratórios. Vários podem estar envolvidos na chamada ‘gripe canina’ ou complexo respiratório infeccioso canino”, citou.
❄️ Aumento no inverno
Segundo a veterinária, os casos tendem a aumentar durante os períodos mais frios do ano
Arquivo pessoal/Juliana Sonoda
Juliana apontou que, assim como ocorre com diversas outras doenças respiratórias, os casos de gripe canina tendem a aumentar durante os períodos mais frios do ano.
“Durante o inverno, os animais costumam permanecer mais tempo em ambientes fechados e com menor circulação de ar, facilitando a transmissão dos agentes infecciosos. Além disso, o ar frio e seco pode irritar as vias respiratórias e favorecer o aparecimento dos sinais e sintomas”, esclareceu a veterinária.
🌡️ Sintomas
Os tutores devem ficar atentos, já que, embora muitos casos de gripe canina sejam leves e autolimitados, especialmente em cães adultos e vacinados, filhotes, animais idosos ou debilitados podem desenvolver complicações.
Entre os sintomas mais comuns estão:
Tosse seca, alta e persistente;
Engasgos e ânsia após tanto tossir;
⁠Espirros;
Corrimento nasal;
Corrimento ocular;
Em alguns casos, a febre;
Falta de apetite;
Apatia.
Segundo a profissional, raças braquicefálicas como pug, bulldog francês e shih tzu costumam ter mais sensibilidade e problemas respiratórios devido à anatomia das vias aéreas.
Os tutores de animais devem ficar atentos aos sintomas mais comuns
Arquivo pessoal/Gabriella Maria
💉 Transmissão e proteção
Conforme Juliana, a transmissão ocorre, principalmente, por gotículas eliminadas na tosse e no espirro, além do contato direto entre cães e objetos contaminados, como potes de água, brinquedos e comedouros.
“Por isso, locais com grande circulação de cães, como creches, hotéis, parques e eventos, apresentam maior risco de transmissão”, disse.
A principal forma de proteger o cão da gripe canina é a vacinação
Arquivo pessoal/Stephany Marcondes
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Para evitar a contaminação entre os pets, o indicado é vaciná-los, o que diminui o risco de infecção e a gravidade dos sintomas.
“A vacina estimula o sistema imunológico do pet a produzir proteção contra os principais agentes envolvidos na gripe canina”, completou a especialista.
Além da imunização, é indicado que os responsáveis pelos cuidados com os animais sigam algumas orientações, como evitar contato com cães doentes; manter os ambientes limpos e ventilados; oferecer alimentação de qualidade; atualização do calendário vacinal e a redução de estresse excessivo.
🐶 O que fazer se o pet estiver gripado
Apesar dos cuidados, infelizmente, o cão pode acabar contraindo a doença. Nesse momento, é necessário prezar pelo bem-estar e incluir medidas que tragam conforto ao pet. Para isso, Juliana dá algumas dicas:
Procurar avaliação veterinária;
Evitar passeios e contato com outros cães durante o período de transmissão;
Oferecer água fresca à vontade;
Garantir repouso adequado;
Administrar somente medicamentos prescritos pelo veterinário.
A gripe canina é uma doença que atinge apenas cães, não sendo transmitida para gatos ou humanos
Arquivo pessoal/Mariana Lopes dos Santos
“Vejo que muitos veem o animal tossindo e automedicam os pets, sem saber o que estão fazendo e por achar que um simples xarope pode curar o quadro. Em muitos casos pode piorar, principalmente em cães idosos e debilitados”, alertou.
*Colaborou sob a supervisão de Larissa Pandori
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