
Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24). Os tremores derrubaram prédios em Caracas e em outras cidades.
O balanço oficial aponta, até o momento, 32 mortos e 700 feridos.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os epicentros ficaram separados por apenas 5 km. O tremor mais forte foi registrado em El Guayabo, a 168 km de Caracas, a uma profundidade de 13 km.
Foram os terremotos mais fortes registrados na Venezuela em mais de 100 anos. Pelo menos 20 réplicas foram sentidas nas horas seguintes.
Medidas
Um terremoto pode ser avaliado de duas formas. A magnitude é a intensidade de um terremoto. Ela mede a energia liberada pelo fenômeno.
Um terremoto de magnitude acima de 7, como o registrado na Venezuela, tem potencial de causar danos sérios, como a destruição de prédios. O terremoto de maior magnitude já registrado foi de 9,5, no Chile, em 1960. As informações são do g1.
De acordo com a universidade americana Michigan Tech, o potencial de danos que cada intervalo de magnitude causa é das seguintes dimensões:
- Até 2,5: Não chega a ser sentido, mas os sismógrafos registram.
- De 2,5 a 5,4: É sentido, mas causa apenas pequenos danos.
- De 5,5 a 6: Danos a edifícios e outras estruturas.
- De 6,1 a 6,9: Causam muitos danos em áreas densamente povoadas.
- De 7,0 a 7,9: É um grande terremoto, com danos sérios, como prédios destruídos, em áreas habitadas.
- De 8,0 ou mais: É um terremoto ainda mais forte, que pode destruir totalmente comunidades perto do epicentro.
A intensidade mede o efeito no local. Quando um terremoto é de baixa intensidade, ele é chamado de abalo sísmico ou tremor de terra.
Porém, a origem e a natureza são exatamente as mesmas, mudando apenas a extensão da área de ruptura. Quanto mais perto da costa e mais perto da superfície, piores são as consequências.
A medida usada para um terremoto é chamada de Escala Richter. Ela foi criada em 1935, por Charles Richter.
Essa escala é logarítmica, sendo assim, de um em um grau. A diferença na amplitude das vibrações é de dez vezes e a diferença da quantidade de energia liberada é de 30 vezes.
Na prática, isso significa que um terremoto de magnitude 6 tem vibrações dez vezes menores que um terremoto de magnitude 7 e cem vezes menores que um cuja magnitude é 8. As informações são do Serviço Geológico do Brasil.
Porém, a escala que mede a intensidade (efeito no local) de um terremoto é a Escala Mercalli. Ela é baseada nos efeitos observados, como estragos em construções e a percepção humana do tremor. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, a tabela é medida como:
- Grau 1 – Não sentido. Leves efeitos de período longo de terremotos grandes e distantes.
- Grau 2 – Sentido por poucas pessoas paradas, em andores superiores ou locais favoráveis.
- Grau 3 – Sentido dentro de casa. Alguns objetos pendurados oscilam. Vibração parecida à da passagem de um caminhão leve. Pode não ser reconhecido com um abalo sísmico.
- Grau 4 – Objetos suspensos oscilam. Vibração parecida o da passagem de um caminhão pesado. Janelas, louças, portas fazem barulho. Paredes e estruturas de madeiro rangem.
- Grau 5 – Sentido fora de casa; direção estimada. Pessoas acordam. Objetos pequenos e instáveis são deslocados.
- Grau 6 – Sentido por todos. Muitos se assustam e saem às ruas. Pessoas andam sem firmeza. Janelas e louças quebradas. Objetos e livros caem de prateleiras. Reboco fraco e construção de má qualidade racham.
- Grau 7 – Difícil manter-se em pé. Objetos suspensos vibram. Móveis quebram. Danos em construção de má qualidade, algumas trincas em construção normal. Queda de reboco, ladrilhos ou tifojolos mal assentados, telhas. Ondas em piscinas. Pequenos escorregamentos de barrancos arenosos.
- Grau 8 – Danos em construções normais com colapso parcial. Algum dano em construções reforçadas. Queda de monumentos, torres e caixas d’água, galhos quebram-se das árvores. Trincas no chão.
- Grau 9 – Pânico geral. Construções comuns bastante danificadas, às vezes colapso total. Danos em construções reforçadas. Rachaduras visíveis no solo.
- Grau 10 – Pânico geral. Construções comuns bastante danificadas, às vezes colapso total. Danos em construções reforçadas. Tubulação subterrânea quebrada. Rachaduras visíveis no solo.
- Grau 11 – Trilhos bastante entortados. Tubulações subterrâneas completamente destruídos.
- Grau 12 – Destruição quase total. Grandes blocos do racha deslocados. Linhas de visada e níveis alterados. Objetos atirados ao ar.
No caso do terremoto desta quarta-feira (24), a destruição registrada foi em grau 8. A Escala Mercalli não costuma ser usada e o fenômeno é normalmente medido pela magnitude.
