
Quando Ibrahim Raisi chegou a presidência do Irã em uma eleição contestada , alguns iranianos acharam que era mais um degrau para uma posição maior.
Ali Khamenei , o falecido líder supremo envelhecido e doente , não teria muito tempo de vida . Quando falecesse , Raisi que também morreu certamente tinha a intenção de o suceder, mas a ironia do destino fez com que Raisi fosse antes de Khamenei que acabou dando lugar ao seu próprio filho hoje o líder supremo. A História tem mesmo sempre um fio de ironia.
Em vez de o por no mais alto cargo do país, ganhar a presidência custou a vida a Raisi. De muitas maneiras ele era uma figura decorativa pois o presidente é subordinado ao líder supremo. Mas a sua morte e posteriormente a do próprio líder supremo abalaram a política iraniana.
Até hoje há um processo de reconstrução do governo que ainda não foi exatamente concluído sendo um work in progress. Um novo presidente e um novo líder supremo foram rapidamente encontrados em razão das duas guerras movidas por Washington e Tel Aviv . O país está envolvido em uma guerra regional que abrange os estados do golfo pérsico, o Líbano e o Iêmen além da Faixa de Gaza. Sem contar o fechamento do estreito de Ormuz.
Por anos a linha dura no Irã buscou uma solução tranquila para a questão nuclear mas não foi o que ocorreu com esses dois ataques ao Irã.
A guerra regional corre o risco sempre de estender-se como vimos recentemente. Até o momento o Irã e Israel tem se enfrentado militarmente mas com um certo grau de prudência.
Este conflito perdura de uma forma ou de outra faz cerca de vinte anos, quando Israel decidiu eliminar cientistas iranianos envolvidos com o programa nuclear. Tal guerra vêm crescendo de intensidade com os conflitos militares diretos entre os dois países e mais os Estados Unidos. Nada indica no momento uma desaceleração rápida do conflito apesar das perspectivas recentes de um acordo de paz entre Washington e Teerã.
