
Uma pessoa em meio aos escombros de um prédio danificado, após os terremotos em La Guaira, Venezuela.
Maxwell Briceno / Reuters
A Polícia Militar de São Paulo enviará uma equipe especializada para integrar a missão brasileira de ajuda humanitária na Venezuela, onde o terremoto duplo da quarta-feira (24) já deixou 235 mortos, segundo o Ministério da Saúde do país. O embarque da comitiva paulista está previsto para as 10h desta sexta-feira (26), na Base Aérea de Guarulhos.
A equipe de São Paulo será formada por 14 integrantes da Polícia Militar, sendo 11 bombeiros, dois médicos do Quadro de Saúde da corporação, um capitão da Defesa Civil estadual e um cão farejador. Os profissionais são especializados em operações de busca e salvamento em estruturas colapsadas.
O grupo viajará em uma aeronave das Forças Armadas e fará parte da missão brasileira de ajuda humanitária, composta por 44 profissionais. Além dos bombeiros paulistas, participam integrantes dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais e do Paraná, além de representantes da Anatel e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
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A previsão é a de que a missão permaneça por 15 dias na Venezuela, atuando em operações de busca e resgate de vítimas soterradas, com o uso de equipamentos e técnicas especializadas para localização de sobreviventes.
Segundo a Polícia Militar, a participação do Corpo de Bombeiros reforça o compromisso da corporação com ações de cooperação humanitária e o emprego de sua experiência operacional em missões internacionais.
Situação na Venezuela
O terremoto duplo, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiu a região central da Venezuela na noite de quarta-feira (24), com menos de um minuto de intervalo.
De acordo com o governo venezuelano, além das 235 mortes, milhares de pessoas ficaram feridas e cerca de 200 continuam desaparecidas sob os escombros, enquanto equipes de resgate seguem as buscas por sobreviventes.
A área mais afetada é o estado de La Guaira, ao norte de Caracas, declarado zona de desastre pelo governo. Hospitais ficaram sobrecarregados, milhares de moradores passaram a noite fora de casa e equipes de resgate enfrentam dificuldades pela falta de máquinas pesadas para remover os destroços.
Com o avanço das buscas, equipes internacionais começaram a chegar ao país para reforçar as operações de salvamento e prestar assistência humanitária às vítimas.
