Taxa de desemprego fica em 5,6% no trimestre encerrado em maio e mercado de trabalho segue aquecido

carteira de trabalho

Dados do IBGE mostram estabilidade no indicador, aumento da população ocupada e melhora na qualidade do emprego, com rendimento médio em R$ 3.726

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, resultado em linha com as expectativas do mercado e estável em relação ao trimestre anterior. Os dados da PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (26), confirmam a continuidade de um mercado de trabalho aquecido no país.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o indicador recuou de 6,2% para 5,6%, evidenciando a trajetória de recuperação do emprego.

A população ocupada chegou a 102,7 milhões de pessoas, enquanto o número de desempregados caiu para 6,1 milhões, uma redução de 9,3% em relação ao ano anterior.

Melhora na qualidade do emprego

Além da estabilidade da taxa de desemprego, a pesquisa do IBGE mostrou melhora em outros indicadores do mercado de trabalho. A taxa de subutilização caiu para 13,3%, enquanto o número de trabalhadores desalentados recuou mais de 14% na comparação anual.

A informalidade também diminuiu, atingindo 37,3% da população ocupada, sinalizando avanço na formalização das relações de trabalho no país.

Rendimento e massa salarial em alta

O rendimento médio habitual permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, em R$ 3.726, mas registrou crescimento de 4% frente ao mesmo período de 2025. Já a massa de rendimentos avançou 4,8% em um ano, contribuindo para a sustentação da renda das famílias.

O conjunto dos indicadores mostra um mercado de trabalho ainda resiliente, com geração de ocupação, melhora gradual da qualidade do emprego e sustentação da renda, apesar do ambiente de juros elevados.

Impacto na política monetária

Os dados reforçam a percepção de que a atividade econômica continua sustentando a geração de empregos, fator que segue no radar do Banco Central por seu potencial de manter pressões sobre a inflação de serviços e influenciar o ritmo de queda da Selic.

O mercado de trabalho aquecido representa um desafio adicional para a autoridade monetária, que monitora a evolução dos indicadores de emprego e renda como componentes relevantes para suas decisões de política monetária.

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