
Número de mortos após terremotos na Venezuela sobe para 1.430 e buscas entram em fase crítica.
Reprodução/Jornal Nacional
O número de mortos pelos terremotos de quarta-feira (24), na Venezuela, subiu para 1.430. Parentes de desaparecidos acompanham com muita apreensão o trabalho de resgate. A busca por sobreviventes entrou numa fase crítica.
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De marreta em mãos, um homem tenta rachar o concreto. Não há escavadeiras o suficiente para tamanha destruição. Mais de 72 horas depois do terremoto, cada minuto é crucial.
O desespero de Yamile é porque o filho dela continuava desaparecido nos escombros.
“Dizem que há pessoas ali com vida, mas parece que não há maquinário ou equipes suficientes para tirar esses escombros”, diz.
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“Temos esperança de que nossos entes queridos saiam com vida. Por favor, não deixem de procurar”, afirma.
O apelo é ouvido pelo mundo todo. O governo venezuelano afirmou que mais de 1,6 mil socorristas já vieram de outros países para ajudar. 25 voos com mais auxílio devem chegar até domingo (28).
O Exército do México trabalhou nesta sábado (27) em La Guaira, cidade mais atingida.
Países como Suíça, Espanha, El Salvador e França também enviaram ajuda logística ou humanitária.
O governo americano enviou equipes de busca e resgate, além de aviões, dois navios da Marinha e um pacote de US$150 milhões em ajuda financeira.
Esse é um dos maiores esforços de assistência a desastres naturais do governo Trump desde que o presidente encerrou as atividades da USAID, a agência que era encarregada de enviar ajuda humanitária a outros países.
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou que já são mais de 3,2 mil feridos. E 3 mil pessoas perderam suas casas ou não podem mais voltar, porque as estruturas estão comprometidas.
É um perigo constante, porque a atividade sísmica continua. As autoridades do país já registraram mais de 400 tremores secundários desde os dois terremotos de quarta à noite.
Imagens de satélite mostram parte do país antes e depois dos tremores. Enviados da ONU confirmaram que ao menos 125 prédios desabaram.
Debaixo de um deles, uma família gravou a angústia da espera pelo resgate. Foram 26 horas debaixo dos escombros.
Com um filho pequeno nos braços, a mãe gritava aos socorristas lá fora e rezava. Até que, finalmente, a ajuda chegou.
Esse não foi o único milagre em meio à tragédia. Um pai viu a filha de 18 dias ser salva sem nenhum arranhão, depois de 32 horas soterrada.
A BBC divulgou o vídeo, feito por uma influenciadora, e o Jornal Nacional confirmou a autoria com a venezuelana. A mãe da menina estava junto. E foi encontrada com vida momentos depois.
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