
Os terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) deixaram um rastro de destruição que ultrapassa as fronteiras do país. Entre as 1.430 mortes confirmadas até este domingo (28), estão cidadãos de diferentes nacionalidades, incluindo brasileiros, portugueses, espanhóis, chineses e uruguaios.
Enquanto equipes de resgate seguem as buscas por sobreviventes, governos estrangeiros trabalham para localizar desaparecidos e prestar assistência às famílias das vítimas.

Dois brasileiros morreram na tragédia
O Ministério das Relações Exteriores confirmou a morte de dois brasileiros, sendo um homem e uma mulher, nos terremotos.
O Itamaraty informou que está oferecendo assistência consular aos familiares das vítimas.
Portugueses e luso-descendentes somam 28 mortos
O governo de Portugal informou que 28 portugueses ou luso-descendentes morreram em consequência dos tremores.
Além das mortes confirmadas, outras 85 pessoas continuam desaparecidas.
Espanha registra nove vítimas e mais de 130 desaparecidos
O governo espanhol confirmou neste domingo (28) a morte de pelo menos nove cidadãos do país.
Outras 131 pessoas seguem desaparecidas, sendo que 14 delas estariam sob os escombros.
Segundo o Ministério das Migrações da Espanha, cerca de 147 mil espanhóis viviam na Venezuela em janeiro deste ano.
China confirma sete mortes
Pelo menos sete cidadãos chineses morreram nos terremotos, segundo a emissora estatal CCTV, com base em informações da embaixada da China em Caracas.
A representação diplomática orientou os cidadãos chineses que permanecem na Venezuela a redobrarem os cuidados diante do risco de novos tremores e outros desastres provocados pelas réplicas.
Chile e Uruguai também registraram vítimas
O governo chileno confirmou a morte de um cidadão do país e informou que oferece apoio e orientação aos familiares.
Já o Uruguai confirmou a morte de um fotógrafo uruguaio que vivia havia muitos anos na Venezuela. A esposa e uma das filhas dele também morreram na tragédia.
Ítalo-venezuelano morreu após desabamento
A Itália confirmou a morte de um cidadão ítalo-venezuelano, nascido em Caracas, após o desabamento de um edifício no estado de La Guaira.
Segundo estimativas das autoridades italianas, aproximadamente 170 mil pessoas com passaporte italiano vivem atualmente na Venezuela.
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Sistema de saúde e funerário entrou em colapso
Além do elevado número de vítimas, os terremotos provocaram o colapso da rede hospitalar e dos serviços funerários em diversas regiões do país.
Em Caracas, familiares passaram a transportar corpos em caminhonetes e veículos particulares até necrotérios improvisados. Imagens registradas pela imprensa local mostram veículos carregando vítimas envoltas em sacos improvisados diante do principal instituto de medicina legal da capital.
Segundo a agência France Presse (AFP), ao menos três caminhonetes chegaram ao local em apenas uma hora, evidenciando a sobrecarga enfrentada pelas autoridades.

Moradores das áreas mais afetadas também relatam que precisaram retirar parentes dos escombros sem auxílio imediato das equipes de resgate.
Entenda a dimensão da tragédia
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o norte da Venezuela com menos de um minuto de intervalo e são considerados os mais fortes registrados no país em mais de um século.

Além das 1.430 mortes confirmadas, mais de 3 mil pessoas ficaram feridas e cerca de 3.100 estão desabrigadas, segundo o governo venezuelano.
Organizações internacionais alertam que o número de desaparecidos pode ultrapassar 50 mil, enquanto equipes de resgate de diversos países continuam trabalhando na busca por sobreviventes.
Mais de 1.600 socorristas estrangeiros já desembarcaram na Venezuela para auxiliar nas operações, incluindo equipes enviadas pelo Brasil.
