Dólar abre em queda, de olho em nova trégua entre EUA e Irã


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (29) em queda, com um recuo de 0,19% perto das 9h, cotado a R$ 5,1569. Já as negociações no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️ A nova trégua entre Estados Unidos e Irã fica no centro das atenções desta segunda-feira (29), após os dois países trocarem ataques na última sexta-feira (26), acusando um ao outro de violar o cessar-fogo. Na tarde de domingo (28), Washington e Teerã concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz.
Ainda assim, a escalada das tensões traz um novo dia de alta para o petróleo no mercado internacional. Perto das 8h30, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 0,61%, cotado a US$ 72,43. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 0,88% no mesmo horário, a US$ 69,84 o barril.
▶️Na agenda da semana, novos dados do mercado de trabalho no Brasil e nos EUA ficam no radar, com destaque para o relatório oficial de emprego americano, o payroll, e o Caged brasileiro. Os números devem trazer indicações sobre a atividade econômica e reforçar a perspectiva sobre o futuro das taxas de juros em ambos os países.
▶️Em sua última edição, divulgada nesta segunda-feira (29), o Boletim Focus, do Banco Central, mostrou a manutenção das estimativas para a inflação, o câmbio e a taxa básica de juros (Selic) para este ano em relação à semana passada. Para a atividade econômica, a previsão subiu de 1,98% para 1,99%. O documento reúne as projeções de diversos agentes do mercado financeiro para a economia brasileira.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,03%;
Acumulado do mês: +2,47%;
Acumulado do ano: -5,86%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +2,95%;
Acumulado do mês: –0,28%;
Acumulado do ano: +7,55%.
Trégua e tensões entre EUA e Irã
Washington e Teerã fizeram uma nova troca de ataques na última sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado na última semana.
O Irã classificou a ofensiva como uma “violação clara” do cessar-fogo e ameaçou “paralisar todos os processos diplomáticos”, enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças.
“É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir”, disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27).
No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. A expectativa é que haja uma nova reunião em Doha, no Catar, na terça-feira (30).
Mercados globais
Na Ásia, a maioria das bolsas da região fechou em alta, impulsionadas pelos setores de saúde, consumo e inteligência artificial.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 1,21%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 1,16%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve ganhos de ,1,57%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,15% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 0,20%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã
Reuters

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