
Moradores denunciam asfalto precário em rua do bairro Vem Viver em Piracicaba
Cerca de seis meses após receber obras de reparo, o asfalto do bairro Vem Viver, na região da Vila Sônia, em Piracicaba (SP), apresenta problemas estruturais.
A pavimentação cedeu em diversos pontos e, em trechos como o da rua José Benedito Del Neri, o asfalto se misturou à terra, criando crateras que chegam a sete metros de comprimento.
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A Prefeitura de Piracicaba informou que um fiscal irá ao local nesta terça-feira (30) para fazer a avaliação. A previsão para a execução dos serviços de tapa-buraco é de até sete dias, dependendo das condições climáticas.
Uso de enxadas para nivelar terra e risco de acidentes
A deterioração do asfalto nas vias a impacta diretamente a rotina de quem circula pela região, causando transtornos como:
dificuldade para a passagem de ônibus, que quase arrastam o assoalho no chão;
invasão da pista contrária por motoristas que tentam desviar dos obstáculos;
moradores precisando usar enxadas para nivelar a terra e conseguir tirar os carros das garagens;
risco frequente de acidentes e quedas para motociclistas.
Prejuízo na rotina
Buracos de 7 metros surgem em ruas asfaltadas há seis meses em Piracicaba, segundo moradores
Reprodução/EPTV
A comerciante Rosângela Aparecida da Silva relatou que as falhas afastam clientes e entregadores, e que os próprios moradores tentam improvisar soluções.
“Tava pior, é que a galera vai jogando coisa de construção pra não ficar tão buraco. Eu sou comércio, né? Caminhão, os meus clientes, atrapalha. Arrumou, não tem nem seis meses. Acho que foi três meses, já começou a quebrar tudo de novo”, contou.
Para quem anda sob duas rodas, o risco é maior. O entregador José Moreira afirmou que já caiu nas vias esburacadas do bairro. “Direto. Tem muito buraco aqui, a pista é bem ruim. Quando você tá vindo aqui, às vezes você vira na curva, já tem um buraco em cima, você acaba batendo”, afirmou.
Pedestres em risco
Buracos de 7 metros surgem em ruas asfaltadas há seis meses em Piracicaba, segundo moradores
Reprodução/EPTV
Além dos problemas de tráfego, os pedestres não encontram espaços seguros para caminhar. As áreas destinadas às calçadas estão tomadas por mato alto e descarte irregular de lixo, incluindo móveis velhos abandonados.
Sem infraestrutura, a população é obrigada a dividir as ruas esburacadas com os veículos em pontos de pouca visibilidade.
“Nessa curvinha aqui na esquina não tem como. Você tem que prestar atenção porque as pessoas querem desviar e acaba jogando para cima da calçada que não existe calçada. Fora o matagal, que o povo aproveita, acha que é descarte e joga lixo, é uma bagunça”, lamentou a moradora Elaine.
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