Família de Torres (RS) mora em castelo na BR-101 e conta como é

Estrutura possui cerca de 40 anos e foi construída após sonho de antigo donoFoto: Reprodução/Google Maps

Um castelo situado às margens da BR-101, bem próximo da entrada de Torres (RS), talvez já tenha chamado a atenção de quem passou por lá rumo ao litoral gaúcho ou catarinense. À primeira vista, talvez se acharia que o local está abandonado. De fato, esteve, até Thaiza Rodrigues de Toni e sua família se mudarem para o castelo em 2023. Desde então, a “Lady D’Or”, como se autonomeia nas redes sociais, compartilha a rotina curiosa na internet. Em entrevista à GZH, Thaiza conta que o espaço engloba desafios para ser mantido como uma casa. Ao mesmo tempo, ela e a família pretendem abrir o local para visitações no futuro. O castelo se chama Don Cido e carrega o brasão do Clã Wolfsrudel, ou Alcateia dos Lobos, em alemão.

Thaiza também diz que a decisão de se mudar nasceu de uma amizade antiga da família com o dono do castelo, hoje já falecido. Ele foi responsável por ensinar a ela tudo que sabe sobre vinhos e sobre a construção de castelos.

Thaiza acabou responsável pelo local e, em 2023, como se fosse um “chamado”, decidiu se mudar para o castelo acompanhada do marido e do filho de seis anos.  Com isso, a ideia de abrir o perfil veio à tona, onde ela mostra a “confusa” rotina entre o lúdico, o residencial e o comercial. Ainda que não esteja aberto a visitação, o castelo já conta com ensaios fotográficos e eventos culturais.

Ao chegar no local, o castelo estava abandonado e vandalizado, com pichações e estruturas quebradas. Pouco depois, em 2024, acabou submerso nas águas das enchentes de 2024 que assolaram o estado gaúcho.

Por isso, precisou readequar o plano de reabrir a antiga loja de vinhos e produtos coloniais após o desastre. Além disso, toda decoração rústica e medieval foi saqueada, e a família está reorganizando toda temática para fazer sentido retomar as exposições. Mesmo assim, a família se manteve firme no castelo.

Nas redes sociais, a engenheira civil relata que mantém contato com outros clãs amigos dentro de comunidades que promovem eventos em alusão aos tempos medievais.

Festas, esportes como arquearia, jogos e demais atividades são realizadas por essas pessoas que tentam remeter o século XV mais de 500 anos depois.

Como é morar em um castelo?

À GZH, Thaiza comenta que a rotina envolve desafios entre limpeza e organização, devido ao tamanho da estrutura. Ainda, ela comenta que o frio é outra problemática, já que é difícil conter o ar gélido que corre pelos corredores do castelo.

O local conta com duas partes principais, a residencial e a comercial. Além de pontos “desativados” por precisarem de reformas, a sessão comercial possui um salão principal e interior, onde um dia ficou uma adega que Thaiza conheceu.

Esta parte também possui um pavimento com duas salas, quarto, cozinha e banheiro, mas que não é utilizado.

Já na parte da casa, há três salas, uma cozinha, quatro banheiros, três quartos e a garagem. A família fica no térreo, onde também acontecem ensaios.

Em geral, a estrutura tem passado por reformas, consertos elétricos e novas pinturas e decorações, para dar sequência no objetivo de abrir às exposições. Veja um breve “antes e depois” das salas do castelo no post abaixo:

De acordo com Thaiza, o castelo foi construído após um sonho do antigo dono, por volta de 1982. As obras levaram longos anos até chegarem no estágio atual, já que era difícil se informar sobre como era uma estrutura medieval na prática.

Os portões do Castelo Don Cido serão abertos pela primeira vez nos dias 21 e 22 de novembro para o Festival da Lua. O evento terá entrada solidária com 1 quilo de alimento e vai contar com arquearia, hidromel e chopp artesanal, jogos de RPG e mais atividades. 

Adicionar aos favoritos o Link permanente.