
O número de mortos na Venezuela causados pelos terremotos que arrasaram a capital Caracas, na última semana, subiu para 1.943 nesta terça-feira (30). A informação é do governo venezuelano que aponta ainda um total de 10.571 feridos.
As equipes de resgate já retiraram 6.461 dos escombros com vida, ainda de acordo com o balanço divulgado nesta tarde por Jorge Rodríguez, chefe do Parlamento e irmão da presidente Delcy Rodríguez.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou, no domingo (28), a morte de dois brasileiros nos terremotos, sendo um homem e uma mulher. O Itamaraty informou que está oferecendo assistência consular aos familiares das vítimas.
E a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas neste sexto dia de buscas e as equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de sobreviventes sob os escombros.
Enquanto escavam os escombros, socorristas enfrentam o calor e a necessidade de remover destroços manualmente. Relatos de pessoas que acompanham o trabalho das equipes descrevem que o cheiro provocado pela decomposição dos corpos se torna mais intenso a cada dia.
Muitas equipes de resgate são de países vizinhos, inclusive do Brasil.
No sábado (27), uma missão humanitária levada pela Força Aérea Brasileira (FAB) desembarcou na Venezuela com médicos, cães farejadores e equipamentos especializados.
A preocupação com as chances de encontrar sobreviventes aumenta, com o passar dos dias.
Os hospitais que não tiveram danos sérios nas estruturais e permanecem abertos estão lotados e a situação é bem complicada.
A tragédia
No início da noite da última quarta-feira (24), no horário local, dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas e deixaram um rastro de destruição.
Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência vinculada à ONU, calcula que mais de 6 milhões de pessoas possam ter sido afetadas pelos terremotos.
A destruição maior foi registrada em La Guaira, mas o desastre também atingiu Caracas e Maiquetía, cidade que abriga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo do país, que ainda está fechado.
Na sexta-feira (26) e na manhã de domingo, outros três terremotos foram registrados, com magnitude perto de 4,2, bem menor do que a dos dois primeiros.
E nesta última segunda (29), segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos, outro tremor foi registrado, de magnitude de 4,6 e o epicentro foi em Caraballeda, no litoral norte do país, a cerca de 30 km da capital, Caracas, às 7h do horário local — 8h em Brasília.
