Petrobras aprova US$ 1,2 bi para produzir combustível para aviação e diesel renovável em SP


Refinaria Presidente Bernardes é a primeira plana de combustível renovável no país
Wilson Melo / Agência Petrobras
A Petrobras aprovou o investimento para implantar a primeira planta dedicada à produção de bioquerosene de aviação (bioQAV) e diesel renovável da companhia, na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP). O projeto terá aporte estimado em US$ 1,2 bilhão — cerca de R$ 6,2 bilhões, considerando a cotação de R$ 5,17.
Com a aprovação pelo Conselho de Administração, anunciada pela estatal em 19 de junho, o projeto segue para a fase final de contratação e assinatura dos contratos. A previsão é que as obras comecem até o fim de 2026.
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De acordo com a estatal, a nova unidade terá capacidade para produzir até 15 mil barris por dia de combustíveis renováveis, entre bioQAV e diesel renovável, com início das operações previsto para 2030.
O empreendimento faz parte do Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras e integra a carteira de investimentos da companhia.
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Construção
Segundo a Petrobras, a construção da nova planta foi dividida em cinco pacotes de contratação, sendo que o primeiro já está com licitação aberta.
O projeto prevê a instalação de tanques para armazenamento de derivados e de matérias-primas como óleo de soja e sebo bovino provenientes, principalmente, das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
Transição energética e desenvolvimento sustentável
Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), da Petrobras, em Cubatão, SP
Divulgação/Agência Petrobras
Conforme noticiado pelo g1, a nova planta, segundo a empresa, segue acordos internacionais para reduzir a emissão de gases poluentes, como a produção de um tipo de combustível sustentável chamado de Sustainable Blending Component (SBC).
“A implantação da primeira planta de BioQAV e diesel renovável da Petrobras reforça o nosso posicionamento na liderança da transição energética justa e o compromisso com o desenvolvimento sustentável do Brasil”, disse o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França.
Além disso, a Petrobras citou que o projeto atende aos compromissos assumidos pelas companhias aéreas com o programa da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) que, a partir de 2027, vai exigir que empresas compensem e reduzam as emissões de CO₂ geradas por voos internacionais.
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