Nevoeiro fecha o Porto de Santos, SP, e as travessias litorâneas; VEJA


Nevoeiro interrompe travessias litorâneas e paralisa Porto de Santos
A Baixada Santista, no litoral de São Paulo, amanheceu encoberta por um intenso nevoeiro nesta quinta-feira (2) e, pelo segundo dia consecutivo, paralisou a navegação no Porto de Santos, o maior complexo portuário do país. As travessias litorâneas também foram afetadas.
De acordo com a Capitania dos Portos de São Paulo, a navegação foi suspensa às 3h50 devido à visibilidade abaixo de 500 metros. No dia anterior, o complexo portuário foi fechado por duas vezes pelo mesmo motivo.
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Nevoeiro cobriu o céu da Baixada Santista
Danilo Santos/TV Tribuna
As travessias de barcas entre Santos e Guarujá também foram interrompidas, por isso, moradores optaram por utilizar a catraia (embarcação menor) para atravessar entre os municípios (assista no início da reportagem). O transporte funciona com administração privada.
Procurada pelo g1, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) não se manifestou sobre a interrupção dos serviços até a publicação desta reportagem.
O fenômeno de nevoeiro persiste na região desde a manhã de quarta-feira (1), quando chamou atenção de moradores de diversas cidades por afetar a visibilidade e ‘esconder’ prédios (veja abaixo).
Drone flagrou camada de névoa que encobriu parte de Praia Grande
Leandro Guedes/TV Tribuna
Neblina x nevoeiro
A meteorologista e pesquisadora do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp, Ana Avila, informou que a neblina e nevoeiro são “praticamente o mesmo” fenômeno.
“O que diferencia um do outro é a visibilidade. Quando nós temos a neblina significa que nós conseguimos enxergar uma distância além de 1 km. Quando nós temos o nevoeiro, ele é mais intenso”, disse Ana, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo.
Nevoeiro cobre o litoral de SP e paralisa o Porto de Santos
Segundo ela, ambos ocorrem devido à alta umidade do ar e a redução das temperaturas durante a noite. “O ar se torna saturado, ele não consegue mais reter esse vapor e, então, a água na forma de vapor passa à forma líquida e nós enxergamos, então, gotículas de água em suspensão. É como se nós tivéssemos dentro da nuvem”, explicou a especialista.
Ana contou que o fenômeno é comum nessa época do ano em noites de céu claro, quando há a rápida redução da temperatura. “Costuma se formar no comecinho do dia e quando o Sol começa a aquecer novamente a superfície da Terra. Esse fenômeno se desfaz e nós temos uma condição de normalidade”, finalizou.
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