
Um homem morreu após ser atacado por um enxame de abelhas africanizadas no Guarujá, na Baixada Santista, no Litoral Sul de São Paulo.
O caso foi registrado no último sábado (27), no bairro Vila Itapema. Duas viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para a ocorrência. A vítima chegou a ser resgatada e levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Veja o momento do resgate:
Um homem morreu após ser atacado por um enxame de abelhas africanizadas no Guarujá (SP). A vítima chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. pic.twitter.com/eYknNHyvbe
— iG (@iG) July 3, 2026
Nas imagens é possível ver o momento em que o homem é colocado na ambulância dos bombeiros. O vídeo também mostra um dos agentes tentando afastar os insetos.
Segundo a corporação, o homem foi levado já inconsciente para o Pronto-Socorro. Os agentes ainda fizeram um trabalho de primeiros socorros para contenção das ferroadas.
A vítima estava capinando um terreno quando foi atacada. Ele sofreu múltiplas ferroadas, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Abelhas assassinas
As abelhas africanizadas (Apis mellifera) que atacaram o homem são popularmente conhecidas como “abelhas assassinas”. Entre as principais características do grupo estão o ataque coletivo, a detecção de ameaças e a perseguição de alvos.
A espécie é híbrida e surgiu no Brasil, durante a década de 50, após um cruzamento acidental entre abelhas europeias e abelhas africanas.
De acordo com especialistas, elas conseguem detectar vibrações e ruídos, como os provocados por cortadores de grama, a mais de 30 metros de distância do ninho.
Elas são consideradas assassinas não pela toxicidade do veneno, mas sim porque atacam em grupo de grande número, reagem às vibrações a distâncias maiores e perseguem os alvos por longas distâncias.
As abelhas africanizadas podem perseguir uma pessoa por até 400 metros e, ao picar, a espécie libera um feromônio de alarme que chama imediatamente mais indivíduos para o ataque.
O número de abelhas recrutadas pode chegar a centenas ou até milhares.
O que fazer
Caso seja atacado por um exame de abelha, essas são as orientações, segundo especialistas:
- correr o mais rápido possível;
- proteger o rosto e a cabeça;
- procurar um local fechado;
- não pular na água;
- retirar os ferrões usando uma lâmina ou agulha, sem pressioná-los;
- limpar com água e sabão;
- aplicar gelo para diminuir inchaço;
- procurar atendimento médico imediatamente;
Para evitar acidentes, é importante estar atento também a locais que possuem colônias e evitar estar próximo de colmeias. Os especialistas indicam que, para evitar ataques, essas são importantes orientações:
- evitar remoção das colônias (deve ser feita por profissionais treinados e equipados);
- evitar caminhar e correr na rota de voo das abelhas;
- evitar se aproximar de colmeias de abelhas africanizadas sem estar com vestuário e equipamentos adequados (macacão, luvas, máscara, botas, fumigador);
- evitar barulhos (como sons de motores de aparelhos de jardinagem) próximos a colônias, pois trazem irritação às abelhas;
As picadas múltiplas de abelhas são perigosas e podem ser fatais. No Brasil, são registrados em média de 90 a 125 mortes por ano por conta de ataques de abelhas, principalmente as espécies africanizadas.

