
A ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, está desaparecida desde a manhã de quinta-feira (2), em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.
Segundo o registro feito à Polícia Militar, Dayanne saiu de casa após informar ao marido que deixaria os filhos na residência da mãe. Depois disso, ela não retornou e também não manteve contato com familiares, o que levou o companheiro a procurar as autoridades na madrugada desta sexta-feira (3).
Ao voltar para a residência, o marido encontrou cartas com mensagens de despedida deixadas por Dayanne. O celular dela permaneceu no imóvel e, ao verificar o aparelho, ele encontrou conversas com pessoas que se identificavam como agiotas. As mensagens continham cobranças relacionadas a supostas dívidas, informação que passou a integrar a apuração do caso.
O iG questionou a Polícia Civil sobre o desaparecimento, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A PCMG não divulgou detalhes sobre as linhas de investigação nem informou se há indícios de que o desaparecimento esteja relacionado a algum crime.
Familiares seguem em busca de informações que possam ajudar a localizar Dayanne. Quem tiver informações sobre seu paradeiro pode entrar em contato com a Polícia Militar, pelo telefone 190, ou com o Disque Denúncia 181, de forma anônima.
Caso Eliza Samudio
O nome de Dayanne Rodrigues passou a ser conhecido nacionalmente em 2010, quando ela ainda era casada com o então goleiro Bruno Fernandes, ex-jogador do Flamengo. Naquele ano, a modelo Eliza Samudio, de 25 anos, desapareceu após afirmar que Bruno era o pai de seu filho e cobrar na Justiça o reconhecimento da paternidade e o pagamento de pensão.
As investigações apontaram que Eliza foi assassinada em um crime planejado para impedir que ela continuasse com as ações judiciais contra o goleiro. O corpo da modelo nunca foi encontrado, mas a Justiça reconheceu sua morte com base no conjunto de provas reunidas durante a investigação.
Em 2013, Bruno foi condenado pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado do filho de Eliza. Outros envolvidos também foram condenados por participação no crime.
Na época das investigações, Dayanne chegou a ser presa e denunciada por sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho de Eliza com Bruno. A acusação sustentava que ela teria ajudado a manter a criança afastada da mãe.
Entretanto, durante o processo a Justiça entendeu que não havia provas suficientes para comprovar sua participação nos fatos. Dayanne foi absolvida das acusações e não recebeu condenação relacionada ao assassinato de Eliza Samudio.
