As cidades mais quentes dos Estados Unidos

Pôr do sol em Phoenix, no ArizonaReprodução/Facebook/@CityofPhoenixAZ

Uma onda de calor extremo que atinge a costa leste dos Estados Unidos fez várias regiões do país entrarem em estado de alerta e pode até provocar o adiamento da partida entre França e Paraguai, pela Copa do Mundo, que acontece neste sábado (04), na Filadélfia.

O Serviço Nacional de Meteorologia calcula que as temperaturas podem ficar entre 37,7 °C e 46,1 °C.

Apesar de ser um país conhecido pelas suas temperaturas baixas e neve, os Estados Unidos também têm cidades com temperaturas mais altas em grande parte do ano. O título das cidades mais quentes do país depende do critério usado para medir o calor, mas uma costuma liderar.

Phoenix, no estado do Arizona, tem o maior número de dias quentes, com média de 111 dias por ano com temperaturas iguais ou maiores que 37,8 °C e mais de 160 dias acima de 32,2 °C.

Onda de calor coloca regiões do país em alertaLoggaWiggler/Pixabay

Em segundo lugar aparece Las Vegas, em Nevada, com média de 78 dias por ano com mais de 37,8 °C. Tucson, também no Arizona, aparece na terceira posição, com 68 dias por ano superando essa marca.

Considerando só a média das temperaturas máximas por ano, Phoenix continua na liderança, com 30,6 °C. Honolulu, no Havaí, aparece em seguida, com 29,4 °C, e Miami, na Flórida, registra 28,9 °C.

Ainda, segundo o Guinness World Records, o lugar habitado mais quente do mundo é o Vale da Morte, na Califórnia, que registrou 56,7 °C em 1913, a maior temperatura já medida na Terra.

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Perigos do calor extremo

O calor intenso deve continuar em todo o fim de semana do Dia da Independência dos Estados Unidos. A junção de temperaturas e umidade altas tem afetado áreas do Meio-Oeste até a costa leste, incluindo estados como Ohio, Virgínia, Maryland, Pensilvânia, Nova York, Nova Jersey, Connecticut, Massachusetts e Carolina do Norte.

Onda de calor extremo afeta áreas do Meio-Oeste até a costa lesteReprodução/Noaa

Além do jogo do Paraguai contra a França, o Brasil encara a Noruega no domingo (05) no estádio de Nova York/Nova Jersey, região também afetada pelo alerta.

Com a onda de calor extremo deste final de semana, em alguns lugares dos EUA, a sensação térmica pode chegar entre 43,3 °C e 46,1 °C, o que pode causar risco para os atletas e os torcedores do mundial de futebol.

Os meteorologistas também alertam para o chamado estresse térmico acumulado. Isso acontece porque as temperaturas durante a noite devem ficar perto dos 21 °C, diminuindo o resfriamento natural do corpo e dificultando o alívio do calor.

Como se proteger do calor

O National Integrated Heat Health Information System (NIHHIS), sistema do governo local que monitora os impactos do calor, recomenda que jogadores e torcedores de eventos fiquem por dentro da previsão do tempo, mantenham a hidratação, fiquem em lugares com sombra e usem roupas leves, protetor solar, chapéu e toalhas refrescantes.

Durante os jogos, a orientação é beber muita água e fazer pausas em lugares protegidos do sol, principalmente entre 10h e 15h. 

Caso alguém apresente sintomas de insolação, a recomendação do órgão é acionar o serviço de emergência pelo telefone 911 e usar água fria ou compressas geladas para resfriar o corpo.

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