Parlamentar quer que Fifa adie suspensão de jogador inglês após episódio com Trump: ‘Regras aplicadas igualmente’


O árbitro Alireza Faghani mostra o cartão vermelho para Jarell Quansah, da Inglaterra
REUTERS/Henry Romero
O parlamentar inglês, Noah Law, enviou uma carta ao presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, nesta segunda-feira (6). No documento compartilhado em suas redes sociais, o deputado solicita que a suspensão de um jogo aplicada ao defensor inglês Jarell Quansah seja adiada para depois da conclusão da Copa do Mundo de 2026.
Quansah foi expulso no início do segundo tempo do jogo contra o México, neste domingo (5).
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“Embora eu acredite que foi correto Jarell Quansah ter recebido esse cartão vermelho e que as regras de arbitragem devem ser aplicadas de forma consistente, acredito que seria correto adiar sua suspensão para depois da conclusão desta Copa do Mundo”, diz no documento.
Law afirma, na carta, que embora considere correta a aplicação do cartão vermelho, adiar a punição seria uma medida justa em razão do precedente envolvendo o atacante norte-americano Folarin Balogun.
➡️Após o jogo entre Estados Unidos e Bósnia Herzegovina, a Fifa anulou a suspensão de Balogun, que poderá jogar contra a Bélgica nesta segunda-feira (6). Após a anulação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que solicitou à Fifa que revisasse o cartão vermelho aplicado a Balogun. (Saiba mais abaixo).
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“A integridade de qualquer grande torneio internacional depende não apenas dos jogadores e dos árbitros cumprirem as regras, mas também de que essas regras sejam aplicadas igualmente a todas as nações participantes”, afirma.
“Tenho certeza de que não seremos capazes de justificar uma situação em que um jogador se beneficia de um adiamento da suspensão, enquanto outro, em circunstâncias materialmente semelhantes, não”, continua.
A Fifa não havia respondido à solicitação até a última atualização desta reportagem.
Também após o episódio com Trump, a Federação Francesa de Futebol avalia se entrará com um pedido na Fifa para anular o cartão amarelo recebido por Olise na vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai.
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Punição revogada
Balogun, o jogador dos EUA recebeu cartão vermelho do árbitro brasileiro Raphael Claus após uma jogada revisada pelo VAR. Após o jogo, Trump foi às redes sociais reclamar do cartão. Após a revogação, ele parabenizou a entidade.
“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!”, publicou o presidente.
Segundo explicação publicada pelo ge, a decisão da Fifa de anular os efeitos do cartão foi tomada com base em um artigo específico do Código Disciplinar da entidade. O artigo em questão foi o 27 e prevê que o “órgão judicial pode suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar.”
O artigo 27 é intitulado “Suspensão da implementação de medidas disciplinares”. Veja o que ele diz:
O órgão judicial pode decidir suspender, total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar.
Ao suspender a aplicação da sanção, o órgão judiciário submete a pessoa sancionada a um período de prova de um a quatro anos.
Se a pessoa beneficiada por uma sanção suspensa cometer outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante o período de prova, a suspensão será revogada pelo órgão judiciário e a sanção executada, sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração.
Medidas disciplinares relacionadas à manipulação de resultados não podem ser suspensas.
O comunicado da entidade sobre o caso do jogador americano afirma que “caso Folarin Balogun cometa outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante o período probatório (de um ano, no caso dele), a suspensão será revogada e a sanção aplicada, sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração”.
A Bélgica, próxima adversária dos EUA contestou a decisão, mas teve o recurso rejeitado. Mais cedo, a União Europeia e a Uefa também criticaram a Fifa por anular o cartão do jogador após pedido de Trump.
Infantino confirma ligação de Trump
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também confirmou nesta segunda-feira (6) que falou com Trump sobre o cartão vermelho.
“Eu converso regularmente com o Presidente dos Estados Unidos sobre assuntos da Copa do Mundo, e de fato recebi uma ligação do Presidente Donald Trump”, afirmou em comunicado.
No entanto, Infantino alegou que os órgãos judiciais da entidade esportiva são independentes e autônomos: “A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada”.
O presidente da Fifa afirmou ter dito a Trump que “o caso [do cartão vermelho] seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes”
“Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA quando elas são publicadas. Às vezes elas me surpreendem. Às vezes concordo com elas, e às vezes discordo. O que eu sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a independência dos órgãos que as tomam”, afirmou.
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