
Região deve ter dia chuvoso nesta segunda-feira; veja previsão por cidade
Após 20 dias sem chuvas em setembro, Piracicaba (SP) registrou os primeiros 1,8 milímetros (mm) de precipitação do mês e temperatura máxima de quase 37ºC entre este domingo (21) e segunda-feira (22), às vésperas da chegada da primavera.
A marca fica distante da média esperada para a cidade, que é de 60,4 mm, segundo medição da estação da USP, mas é um anúncio que a nova estação inicia com virada no tempo e alerta de declínio de temperaturas e chances de tempestade na região.
Na metrópole, as mínimas devem ficar na casa dos 13ºC ou 14ºC e as máximas na faixa dos 28ºC a partir desta terça-feira (23).
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Piracicaba tem alerta do Inmet para queda de temperatura e chances de tempestade
Claudia Assencio/g1
Queda de temperatura
A área, que integra as 18 cidades de cobertura do g1 Piracicaba e região, tem avisos laranja do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para queda de temperatura e chances de tempestades. Veja detalhes, abaixo.
Segundo medição da estação meteorológica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), o campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba, a cidade bateu a maior temperatura máxima de 2025, com 36,8ºC, neste domingo (21).
A mínima ficou em 20,2ºC. O índice de Umidade Mínima Relativa do Ar (URA) fechou em 28% na data.
A Defesa Civil de São Paulo informou que Piracicaba registrou rajadas de vento de até 69,48 quilômetros por hora neste domingo (21).
Região de Piracicaba tem alerta laranja para perigo de tempestade no primeiro dia da Primavera
Reprodução/Inmet
Entenda o que significam as cores do alerta os graus de severidade, a seguir:
🟡Alerta amarelo: perigo potencial
🟠Alerta laranja: perigo
🔴Alerta vermelho: grande perigo
O aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) de perigo potencial para tempestades nas 18 cidades da região de Piracicaba tem validade até às 10h desta terça-feira (23) e indica risco:
à saúde, por declínio de temperatura maior que 5ºC
Chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia
Ventos intensos (60-100 km/h)
Queda de granizo
Corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos
Região de Piracicaba tem alerta laranja de declínio de temperatura no primeiro dia da primavera
Reprodução/Inmet
Veja previsão do tempo
Piracicaba
Segunda-feira (22) – mínima de 19 °C e máxima de 33°C
Terça-feira (23) – mínima de 14 °C e máxima de 28°C
Quarta-feira (24) – mínima de 13°C e máxima de 28°C
Quinta-feira (25) – mínima de 13 °C e máxima de 18°
Contraste: pedras no Rio Piracicaba
Com a vazão do Rio Piracicaba em queda por conta da estiagem, o barco turístico que parte do píer da Rua do Porto deixou de navegar neste sábado (20) e domingo (21). Situação que preocupa para quem tem passeio o “ganha-pão”.
“Eu trabalho há 17 anos no rio. Ontem e hoje eu não consegui trabalhar por causa do nível do rio. Mas a preocupação não é o meu trabalho, é o rio e os peixes que sobraram”, conta Luís Fernando Magossi, conhecido como Gordo do Barco.
Baixa vazão impede saída de barcos turísticos pelo Rio Piracicaba, em Piracicaba (SP), neste domingo (21)
Edijan Del Santo
Dados do Sistema de Aelerta a Inundações de São Paulo (Saisp) mostram que a vazão do rio no trecho de Piracicaba, na tarde deste domingo (21), era de 13,48 metros cúbicos (m³).
Segundo Maragossi, que realiza passeios de barco sempre aos sábados, domingos e feriados, e chega a fazer 15 voltas pelo rio em um dia, o ideal seria navegar com uma vazão acima de 20 metros cúbicos.
“Abaixou de 20 (m³), o risco já é maior, porque toda vez que o rio enche bastante, em dezembro e janeiro, algumas pedras rolam. E quando o rio abaixa de 20, eu posso achar essas pedras da pior forma, batendo no motor. A gente vai, passa quatro, cinco, seis vezes sem acelerar, bem devagarzinho, pra ir rastreando. Mas é muito difícil, você não enxerga nada pra baixo, né? O sonar não é o suficiente para detectar isso”, descreveu.
Com a baixa vazão, em alguns trechos quase é possível atravessar o Rio Piracicaba a pé
Edijan Del Santo
Luís Fernando explica que para além do risco da quebra de motor, está a segurança dos tripulantes.
“Pode quebrar o motor, mas isso é um risco que eu corro, certo? Mas eu estou com 10, 12, 14 pessoas no barco, entendeu? Não posso colocar o pessoal em risco”, completa.
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