Como os gargalos nas rodovias impactam a saúde e o esporte

Conhecendo uma escolinha de futebol em Capão RedondoArquivo pessoal

Quem acompanha minha rotina tem notado que os últimos dias foram de intensa movimentação. Com o meu afastamento da vice-presidência da Associação Paulista de Municípios (APM), movimento necessário para me dedicar integralmente a esta fase de pré-campanha, ganhei ainda mais fôlego para fazer o que mais gosto: estar perto das pessoas, ouvindo quem realmente faz o nosso Estado acontecer.

Na última semana, coloquei literalmente o pé na estrada. Em Capivari, tive conversas profundas sobre dois temas que, embora pareçam distantes nos orçamentos públicos, se cruzam diariamente na vida do cidadão: mobilidade urbana e saúde. Já no Capão Redondo, a visita a uma comunidade e a uma escolinha de futebol me rendeu um momento de muita descontração. Arrisquei algumas “embaixadinhas” com a garotada e acabei recebendo o aval de um dos meninos, que cravou que eu “estou muito bem” de bola. (O vídeo está nas minhas redes, para quem duvidar!). É esse calor humano que dá sentido a todo o esforço.

Rodovias livres

Mas, voltando ao que ouvi em Capivari, é justamente nesses meus deslocamentos constantes pela nossa região que sinto na pele a falta que rodovias livres e eficientes fazem. O trânsito travado não rouba apenas o tempo de quem trabalha e produz. Ele impacta diretamente a saúde e a preservação da vida. Uma rodovia que não anda é uma ambulância retida no tráfego, é um paciente que perde o horário de uma hemodiálise, de um tratamento oncológico ou de uma cirurgia.

É por conviver com essa realidade que defendo com tanta veemência a construção de um rodoanel viário interligando as rodovias Adhemar de Barros, D. Pedro I e Professor Zeferino Vaz. Precisamos de articulação forte na Assembleia Legislativa (Alesp) e destinação maciça de emendas para tirar esse gargalo logístico do papel. Desatar o nó do trânsito na Região Metropolitana de Campinas (RMC) é, antes de tudo, uma política de saúde pública.

Essa urgência de tirar projetos estruturais da gaveta explica por que o nosso ritmo não desacelera. Com o feriado da Revolução Constitucionalista neste 9 de julho, a semana é curta e, para muitos, é momento de pausa. Para mim, no entanto, o trabalho não para e a agenda segue firme. Hoje (6/7), os diálogos e o mapeamento de demandas acontecem em Santo Antônio de Posse.

Nesta fase atual de pré-campanha, a legislação eleitoral garante nosso direito de circular pelo Estado, debater ideias, apresentar propostas estruturais — como a do rodoanel — e diagnosticar gargalos. O que a lei veda, de forma clara, é o pedido explícito de voto, mas o diálogo franco para a construção de soluções é 100% legal e vital para a democracia.

É impossível conhecer as dores do estado apenas lendo relatórios em um gabinete acarpetado na capital. É o raio-X prévio, feito olho no olho, que permitirá destinar recursos parlamentares com precisão cirúrgica no futuro. Seja para apoiar uma escolinha de esportes, equipar um hospital ou construir vias que salvem vidas, o pé na estrada continua.

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