Suspeita de ataque com ‘pacote-bomba’ em Mônaco é encontrada morta na Ucrânia


Os serviços de emergência de Mônaco foram mobilizados perto do local de uma explosão em um prédio residencial em Mônaco, próximo à fronteira com a França, em 29 de junho de 2026.
Foto por AFP
A cidadã ucraniana de 39 anos, suspeita de ter conduzido a tentativa de assassinato de um empresário de origem ucraniana em Mônaco, foi encontrada morta na Ucrânia com “ferimentos por arma de fogo na cabeça”, anunciou nesta terça-feira a polícia nacional, que prendeu dois suspeitos pelo homicídio.
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“O corpo de uma mulher (a cidadã ucraniana Anastassia Berezovska), suspeita pelas autoridades da principado de Mônaco de tentativa de homicídio contra uma família (…) foi encontrado”, informou a polícia ucraniana em comunicado.
A nota acrescenta que os dois suspeitos detidos são um “ex-membro das forças de segurança” e um “funcionário atual” da Direção-Geral de Inteligência (GUR) do Ministério da Defesa da Ucrânia.
Agora no g1
Atentado em Mônaco
Segundo uma fonte judicial de Mônaco revelou à Reuters, a principal suspeita do atentado a bomba ocorrido na noite de segunda-feira (29) é uma mulher que foi vista na Alemanha.
O oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev e outras duas pessoas ficaram feridos em Mônaco na explosão de um “pacote-bomba”, a primeira ação desse tipo no principado, indicaram as autoridades.
A explosão ocorreu por volta das 21h (16h no horário de Brasília) em um prédio residencial, próximo à fronteira com a França.
O governo monegasco informou inicialmente sobre dois feridos em estado grave, um casal de 50 a 60 anos, e outro lesionado, um adolescente de 13 anos, sem revelar suas identidades.
Policiais de Mônaco patrulham as proximidades do local de uma explosão em um prédio residencial em Mônaco, perto da fronteira com a França, em 29 de junho de 2026.
AFP
“Esta noite, pouco antes das 21h00, foi ouvida no Principado uma violenta explosão ligada a um pacote-bomba, não muito longe da Place des Moulins”, publicaram as autoridades na rede social X.
Uma fonte próxima ao caso assegurou à AFP, confirmando uma informação prévia da BFMTV, que o homem ferido é Irmolaiev, um oligarca ucraniano que reside em Mônaco.
Desde dezembro de 2023, o empresário está sujeito a sanções devido a uma decisão do Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia promulgada pelo presidente Volodymyr Zelensky.
Segundo vários veículos de imprensa, que citam os serviços de segurança ucranianos, essas sanções se devem à decisão do bilionário de continuar com suas atividades de comércio de álcool na península da Crimeia, sob ocupação russa.
Por enquanto, a identidade das vítimas não foi confirmada por Mônaco, onde o procurador-geral, Stéphane Thibault, planejava conceder uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, segundo o ministro de Estado (chefe de governo), Christophe Mirmand.
Thibault disse à AFP que o artefato explosivo estava em uma bolsa ou pacote deixado por uma pessoa no saguão do edifício atingido, antes de sair do local. O jornal francês Le Figaro afirmou que imagens de câmeras de vigilância mostraram um homem largando uma mochila na entrada do prédio pouco antes da explosão.
“É a primeira vez na história, que eu saiba, que ocorre um ato desse tipo no Principado”, afirmou Mirmand.
Denunciando “um crime atroz”, o príncipe Albert II de Mônaco citou em um comunicado “um golpe para toda a comunidade monegasca” e reafirmou que “a segurança” do microestado europeu “sempre foi uma prioridade” e “continuará a sê-lo mais do que nunca, quaisquer que sejam as ameaças”.
As autoridades reforçaram as medidas de segurança no principado, já altamente protegido, anunciou o ministro Mirmand em uma breve aparição diante da imprensa nesta segunda.
Os três feridos foram transferidos para a cidade francesa de Nice, a cerca de 20 km de Mônaco. A polícia procura pelo suspeito.
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