
Bairro de Florianópolis, Canasvieiras é tomada por cores e bandeiras da Argentina
Júlia Venâncio/ g1
Enquanto o Brasil se despede da seleção brasileira na Copa do Mundo, um pequeno bairro de Florianópolis (SC) troca o verde e amarelo pelo azul celeste e branco…da Argentina.
As cores estão nos estabelecimentos e nas camisetas de turistas e moradores de Canasvieiras, conhecido como o reduto preferido dos hermanos na capital de Santa Catarina, no Norte da Ilha. O local respira, nesta terça-feira (7), um clima de expectativa para o jogo entre Argentina e Egito pelas oitavas de final.
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Nas ruas e estabelecimentos, o clima é de nervosismo e, ao mesmo tempo, confiança. Mas também de uma integração cultural que já faz parte da rotina local.
Para muitos argentinos que escolheram a capital catarinense para viver, o dia de jogo é o momento de conciliar a saudade de casa com a paixão pelo futebol.
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“Estou nervoso, estamos sempre torcendo pela seleção e também apoiando o Brasil até onde eles iam, com todos os amigos brasileiros que nos acompanham”, conta Rafael Pinheiro, que trocou Buenos Aires pela tranquilidade de Florianópolis há três anos, onde abriu uma barbearia.
Sobre a possibilidade de o título vir para a Argentina, ele prefere a cautela.
“Tenho uma crença, mas não se fala antes do jogo. Se der o que eu quero, vamos acompanhar até o final”.
A conexão entre os dois países, aliás, é um ponto de convergência comum entre os moradores de Canasvieiras. A eliminação do Brasil, que deixou muitos brasileiros frustrados, foi sentida também por quem adotou o país.
“Muita dor pelos meus compatriotas”, confessa o barbeiro.
Para outros, a torcida vai além do futebol e se mistura com a rotina de trabalho. Daiana Maldonado, que mora no Brasil há dois anos e veio da costa atlântica argentina, acompanhará a partida direto da praia onde trabalha.
“A expectativa é que o jogo seja peleado, mas vamos conseguir ganhar”, aposta. Ela não esconde a emoção ao projetar a partida como um possível passo para a felicidade de todos os seus compatriotas.
Nem todos, porém, estão otimistas com o título. Entre os torcedores, há quem reconheça a dificuldade do caminho. Quando questionado sobre a possibilidade de Argentina levantar a taça, Cláudio Marcelo é realista:
“É difícil. Porque a França está aí”. Sobre a eliminação do Brasil, ele admite que queria jogar contra o Brasil.
“Eu queria que o Brasil ganhasse, pelo Neymar”.
