
O calendário eleitoral passa a correr juntamente com a agenda estratégica da segurança pública nacional: a proteção dos candidatos que disputam a cadeira de presidente da República. Com as convenções partidárias cada vez mais próximas, acontecem entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026, a Polícia Federal (PF) já desenhou as regras para a atuação dos seus agentes de elite que assumem a escolta de cada presidenciável assim que começar de fato, o período eleitoral.
Os “guarda-costas fededais” começam a fazer a escolta dos candidatos à Presidência a partir de 16 de agosto. Cada político candidato as eleições para a vaga de presidente que tiver a candidatura oficializada no período legal, terá proteção exclusiva da PF durante todo período da campanha, extendendo até o segundo turno – caso ocorra.

Contingente de agentes federais
Segundo a informações da CNN Brasil, informações estratégicas sobre o planejamento mostram ques esta mobilização da força policial federal, mobiliza um contingente expressivo de 458 agentes, numa estrutura que inclui 30 delegados que vão ser responsáveis por comandar dos grupos em campo. Além disso, um time especializado em ações estratégicas de inteligência contará com 60 policiais federais.
Segundo dados do Portal da Transparência do Governo Federal, o efetivo da Polícia Federal são de 13.879 servidores, sendo aproximadamente 11.000 a 11.800 agentes, delegados, escrivães e peritos.

Base orçamentária
O aparato é sustentado por um orçamento previsto para 2026 de R$ 200 milhõe. O plano preliminar foi encaminhado pela PF ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Palácio do Planalto e Ministério da Fazenda (MF). A proposta do reforço orçamentário tramita em regime de urgência está sob avaliação nessas três pontas e depende da confirmação do quantitativo de candidatos para poder ter o aporte fechado.
Segundo a Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP) da PF, o plano inicial foi baseado no cálculo em cima da estimativa de 10 candidatos. A partir das convenções partidárias oficializarem os nomes dos candidatos à Presidência, o quantitativo de agentes federais, orçamento de suporte e planejamento passam por alteração definitiva.

O montante é direcionado para a compra e modernização de equipamentos essenciais para o trabalho em campo nas eleições 2026, segundo a PF. Segundo informações da CNN, dentre as principais aquisições destacam-se ferramentas de monitoramento e reconhecimento facial em tempo real, veículos blindados e um sistema antidrone avançado.
A atuação dos federais não é igual a todos candidatos ao pleito presidencial. As equipes são distribuídas conforme critérios técnicos severos da Diretoria de Proteção à Pessoa da PF. Através de relatórios frequentes com análise dos riscos, os políticos são divididos de acordo com o grau de ameaça.

Candidatos que tem maior exposição pública ou são submetidos a maiores riscos, vão contar com acompanhamento direto de até 48 agentes da PF, que se revezam em turnos diários. Os nomes classificados como sujeitos a menor grau de perigo, a quantidade fixada para cada concorrente é de 24 policiais.
Paralelamente ao trabalho de proteção neste pleito, agentes especialistas em crimes cibernéticos vão monitorar continuamente as redes sociais, a fim de rastrear focos de ameaças e fazer a prevenção de atentados. Todo esse trabalho dos agentes federais é supervisionado diretamente pelo comando central da PF, em Brasília.
