Prédio de Nova York que gerou alerta por risco de desabamento é estabilizado


Vídeo mostra colunas de sustentação envergadas em arranha-céu em Nova York
O prédio de Nova York, nos Estados Unidos, que motivou uma grande operação de retirada por risco de desabamento foi estabilizado nesta quarta-feira (8), segundo a prefeitura da cidade. Autoridades e engenheiros ainda tentam descobrir o que causou o problema.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
O arranha-céu era um prédio comercial que está sendo convertido em residencial. Na terça-feira (7), ele foi fechado após colunas de sustentação cederem. Edifícios vizinhos também precisaram ser esvaziados, inclusive o do Consulado do Brasil em Nova York.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, informou nesta quarta-feira que equipes de emergência instalaram escoras temporárias e vigas de aço entre os andares 18 e 23. Segundo ele, a estrutura não apresentou novos deslocamentos desde a manhã de terça-feira.
O prédio de 37 andares fica a cerca de um quarteirão da sede da ONU. Parte da movimentada 42nd Street chegou a ser interditada.
Nesta quarta-feira, alguns imóveis vizinhos ao prédio foram reabertos, mas quatro continuam fechados. Um restaurante no térreo de um quinto prédio também permanece interditado, segundo Mamdani.
Eva Notwicz, de 47 anos, mora em frente ao edifício e diz ver com bons olhos a transformação do antigo prédio comercial em moradias. No entanto, ela ficou preocupada ao acompanhar a construção de novos andares sobre a estrutura, exatamente acima do ponto onde as colunas cederam.
“Parecia que estava suspenso no ar. Mas a gente confia nos construtores”, disse.
Ela e o filho precisaram deixar o apartamento às pressas na manhã de terça-feira, levando apenas o celular e o cachorro. Os dois puderam voltar para casa durante a noite.
Causa ainda é desconhecida
Uma construção de um arranha-céu, que, segundo o Corpo de Bombeiros de Nova York , permanece em risco de desabamento após duas de suas colunas de sustentação terem cedido, é vista em uma imagem estática de um vídeo no bairro de Manhattan
FDNY/Handout via REUTERS
Um dos incorporadores responsáveis pelo projeto afirmou ao The New York Times que o prédio nunca correu risco de desabar e classificou o problema como um incidente comum em obras.
“Este incidente não passa de um contratempo típico de construção”, disse Nathan Berman, fundador e principal executivo da incorporadora MetroLoft.
Segundo ele, as colunas provavelmente não foram reforçadas de forma adequada e, por isso, não suportaram o peso da ampliação feita sobre o edifício.
Especialistas concordam que o risco de desabamento é baixo, mas afirmam que inspetores da prefeitura precisarão determinar a causa exata da falha antes de autorizar a retomada da obra. Segundo eles, há diversas hipóteses para explicar o problema.
Magued Iskander, chefe do departamento de engenharia civil e urbana da Escola de Engenharia Tandon, da Universidade de Nova York (NYU), afirmou que adaptar um prédio existente é mais complexo do que construir um edifício do zero.
“Há mais variáveis desconhecidas. É mais fácil projetar a partir de uma folha em branco”, afirmou.
O edifício, que durante décadas abrigou a sede da Pfizer, está sendo transformado em um complexo residencial com 1.600 apartamentos. A conclusão da obra está prevista para 2027, segundo o escritório de arquitetura Gensler.
Mamdani afirmou que continua apoiando a conversão de prédios comerciais em moradias como forma de enfrentar a crise de acesso à habitação em Nova York.
Segundo ele, o Departamento de Edificações da cidade fará uma avaliação rigorosa para garantir que o edifício seja seguro e esteja em conformidade com todas as normas antes que as obras sejam retomadas.
VÍDEOS: agora no g1
Agora no g1
Adicionar aos favoritos o Link permanente.