
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou, em publicação na rede social X, que realizou uma nova onda de ataques ao Irã nesta quarta-feira (8) para “reduzir ainda mais sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”.
A ofensiva ocorre no mesmo dia em que o presidente Donald Trump declarou o término do cessar-fogo após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) ter atingido instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait.
Na cúpula da OTAN, ele destacou que os EUA poderão restabelecer o bloqueio naval e realizar ataques a usinas de energia elétrica e água.
Porém, também disse não querer que a guerra retorne em grande escala e, por isso, as negociações ainda podem continuar.
Segundo a agência de notícias Al Jazeera, o principal ponto de discórdia parece ser a quinta cláusula do memorando de entendimento.
No texto, consta que Teerã “fará todos os esforços para garantir a passagem segura de embarcações comerciais, sem custos por um período de 60 dias, do Golfo Pérsico para o Mar de Omã, e vice-versa”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, afirmou que a cláusula foi interpretada pelo país como uma responsabilidade exclusiva para “determinar as medidas para a passagem segura de navios” pela rota marítima.
Já Washington defende que o memorando garante passagem irrestrita a todas as embarcações.
*Estagiária sob supervisão
