
VÍDEO: Jovem denuncia irmão de Virginia Fonseca por importunação sexual durante festa
A empreendedora Lilly Martins, que foi vítima de importunação sexual do irmão da influenciadora Virgínia Fonseca, William Pimenta Gusmão, disse estar “em paz” após a condenação do empresário. O caso aconteceu durante uma festa, em 2023, em Jussara, no noroeste de Goiás.
Em nota, a defesa de William afirmou que discorda da condenação, que a decisão não é definitiva e que pretende entrar com recurso, pois acredita na inocência do acusado (leia a nota completa ao final do texto).
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A condenação aconteceu na última terça-feira (7). Durante o processo, originado de uma denúncia do Ministério Público, William chegou a ser absolvido, mas, após recurso, foi condenado por uma decisão unânime da 4ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás.
Ao g1, Lilly contou que esperou três anos pela condenação de William e que foi muito criticada publicamente ao longo do processo, enquanto buscava por justiça.
“A minha vida virou totalmente de cabeça para baixo. Então todo mundo fazia chacota com a minha cara, falava que eu só queria seguidores. Ele denegriu a minha imagem no Brasil inteiro. Então eu só queria justiça, e a justiça, graças ao meu bom Deus, chegou”, afirmou.
Empreendedora Lilly Martins, de 27 anos, denunciou à Polícia Civil que foi importunada sexualmente por William Gusmão, irmão da influenciadora digital Virginia Fonseca em Jussara Goiás
Arquivo pessoal/Lilly Martins
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Na decisão, a Justiça acatou a condenação contra William por uma de duas acusações de importunação sexual feitas no mesmo processo.
De acordo com a defesa de William, ele foi condenado à pena mínima de 1 ano de reclusão, sem pagamento por danos morais, mas os advogados ainda aguardavam o acórdão da Justiça para conferir a pena imposta. O documento não foi divulgado até a última atualização desta reportagem.
O que aconteceu
Durante uma festa, em Jussara, Lilly pediu para tirar uma foto com o irmão de Virginia. Nesse momento, ele enfiou a mão na calça dela.
“Ele pegou na minha bunda e enfiou a mão dentro da minha calça. Eu me afastei e fiz uma cara ruim”, relatou.
Cerca de duas horas depois, William disse que estava perdido e perguntou à Lilly se havia visto o amigo dele. “Falei para minha namorada ajudá-lo, mas ele falou que eu ia ajudar, e eu ajudei. Quando ele pegou na minha mão para procurar o amigo, ele enfiou a mão de novo na minha bunda”, contou.
Lilly contou ao g1 que já foi violentada de uma forma parecida no passado, acabou ficando sem reação no momento da importunação. Ela também pontuou que a namorada dela era quem segurava a câmera no momento do crime, mas que ela acabou não percebendo o momento que o condenado tentou tocar nas partes íntimas dela.
Nota da defesa de William Pimenta
“A defesa técnica de William Pimenta Gusmão vem a público manifestar-se sobre a recente decisão proferida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.
Informamos que a decisão não é definitiva, pois trata-se do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação. Embora a defesa respeite o entendimento dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, manifesta sua veemente discordância com a condenação, uma vez que o réu nega peremptoriamente a prática do fato que lhe é falsamente imputado.
O Ministério Público, tanto em primeira instância, por meio do Promotor de Justiça quanto em grau de recurso, por meio do Procurador de Justiça emitiu pareceres favoráveis à absolvição de William Gusmão, constatando a flagrante ausência de provas e de materialidade delitiva.
Diante da inocência do acusado e da contradição entre o resultado do julgamento e o entendimento no Ministério Público e da linha de defesa e considerando que a decisão não é definitiva, ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão utilizados dentro das possibilidades legais”.
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