Dólar abre em queda, de olho em inflação no Brasil e tensões no Oriente Médio


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (10) em queda, com um recuo de 0,24% perto das 9h, cotado a R$ 5,1103. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, começam às 10h.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
▶️ Os novos dados da inflação brasileira são o grande destaque do dia. O indicador é acompanhado de perto pelo Banco Central do Brasil (BC) na avaliação das perspectivas para o futuro dos juros do país.
▶️ Além disso, a escalada das tensões no Oriente Médio também segue no radar. Na quinta-feira, os Estados Unidos e o Irã anunciaram novos ataques em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Ainda assim, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o país “busca um acordo” para encerrar o conflito.
Diante das incertezas em relação à guerra, o petróleo operava em alta nesta sexta-feira. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,30%, cotado a US$ 76,53. Já o West Texas Intermediate (WTI), negociado nos EUA, subia 0,19%, a US$ 72,22 por barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,87%;
Acumulado do mês: -0,77%;
Acumulado do ano: -6,67%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -0,76%;
Acumulado do mês: +0,42%;
Acumulado do ano: +7,21%.
EUA e Irã trocam ataques
Na noite de quarta-feira (8), as forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios no Estreito de Ormuz.
A ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar.
💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares. Isso permite o país a monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região.
Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações.
Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima.
Bolsas globais
Em Nova York, os principais índices encerraram o pregão em alta, apesar da escalada das tensões entre EUA e Irã. O avanço das ações de fabricantes de chips ajudou a compensar parte da cautela dos investidores em relação ao conflito no Oriente Médio.
No fechamento, o S&P 500 subiu 0,4%, o Dow Jones avançou 0,3% e o Nasdaq Composite ganhou 0,5%.
Na Europa, as bolsas recuperaram parte das perdas registradas na sessão anterior. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,78%, aos 640,86 pontos.
Entre os principais mercados da região, o DAX, de Frankfurt, avançou 0,83%, e o CAC 40, de Paris, ganhou 0,90%. Na contramão, o FTSE 100, de Londres, recuou 0,16%.
Na Ásia, o desempenho foi misto, mas com predomínio de ganhos. Na China, o índice CSI300 saltou 2,5% — maior alta diária desde 8 de abril —, enquanto o Índice Composto de Xangai avançou 1,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,8%.
No Japão, o Nikkei subiu 1,38%, aos 67.743 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX recuou 0,83%, aos 45.354 pontos.
Notas de dólar.
Rick Wilking/Reuters

Adicionar aos favoritos o Link permanente.