
Força-tarefa procura criminosos após ataque a comunidade em São João Batista
Josef Abreu Santos, companheiro de Samira Costa Correia, era o principal alvo do ataque que terminou com a morte dela e do filho deles, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, em São João Batista, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). Ele foi ouvido pela Polícia Civil como parte das investigações.
O caso é investigado como duplo homicídio. Segundo a SSP-MA, os elementos reunidos até o momento indicam que o crime está relacionado a uma disputa entre facções criminosas.
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A secretaria não informou em que condição Josef prestou depoimento nem divulgou outros detalhes, para não comprometer o andamento das investigações. Familiares afirmaram que ele havia sido visto na casa pouco antes do ataque.
Samira, que estava grávida de três meses, e Yan foram encontrados carbonizados dentro de uma casa incendiada na sexta-feira (10), na zona rural de São João Batista. De acordo com a polícia, cerca de 15 homens armados invadiram o imóvel, fizeram vários disparos e, em seguida, atearam fogo na residência.
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As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos
Reprodução/Redes Sociais
Suspeito morreu durante confronto, diz SSP
Durante as buscas, um dos suspeitos de participação no ataque, identificado como Joelson Braga Araújo, morreu após um confronto com equipes policiais no povoado Arrebenta, também na zona rural de São João Batista.
Segundo a SSP-MA, Joelson usava tornozeleira eletrônica por determinação judicial. A secretaria não informou por qual motivo ele era monitorado nem detalhou as circunstâncias do confronto.
Outros envolvidos já foram identificados e continuam sendo procurados pelas forças de segurança. As diligências contam com equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Canil e setores de inteligência.
Ataque teria envolvido cerca de 15 homens
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Segundo testemunhas, aproximadamente 15 homens armados teriam participado do ataque. O grupo teria arrombado três imóveis pertencentes à família, mas apenas a casa onde estavam Samira e Yan estava ocupada.
Os criminosos teriam feito vários disparos, levado televisores e outros objetos e incendiado a residência antes de fugir a pé. A Polícia Militar encontrou cerca de 100 estojos de munição já disparada no local. Havia materiais dos calibres 9 milímetros, .38, .40 e 12.
Perícia apura como as vítimas morreram
Os exames periciais devem esclarecer a dinâmica do ataque e determinar se Samira e Yan morreram em consequência dos disparos ou do incêndio.
Por causa das condições em que os corpos foram encontrados, a liberação pelo Instituto Médico Legal (IML) foi condicionada à realização de um exame de DNA com material coletado de um familiar de primeiro grau.
Segundo a SSP-MA, o exame já foi realizado. A secretaria não informou quando os corpos serão liberados.
As investigações e as buscas pelos demais envolvidos continuam na região. A SSP-MA afirmou que outras informações não serão divulgadas neste momento para preservar o andamento das buscas.
