
Delegado Ederson Martins fala sobre a motivação do ataque em São João Batista
As investigações da Polícia Civil do Maranhão apontam que o ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, de 4 anos, na zona rural de São João Batista, teria sido motivado pela troca de facção criminosa por parte do companheiro da vítima e pai da criança, Josef Abreu Santos.
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Segundo o delegado Ederson Martins, coordenador de Operações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), há indícios de que Josef deixou a facção da qual fazia parte e passou a integrar outro grupo criminoso, ou saiu da organização sem autorização.
A mudança teria motivado o ataque que resultou na morte de Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos. De acordo com a polícia, Josef Abreu Santos era o principal alvo dos criminosos. Ele foi ouvido pela Polícia Civil.
“O marido da vítima fazia parte da facção que realizou o ataque e teria, supostamente, mudado de lado ou saído da organização sem a autorização dos integrantes. Eles foram até o local para cobrar e vingar essa saída dele e de outra pessoa que morava no povoado. Como não o encontraram na residência, atacaram os familiares que estavam no local naquele momento”, afirmou o delegado.
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Suspeitos de envolvimento são presos
A Polícia Civil do Maranhão já identificou os suspeitos de envolvimento no ataque. Dois deles morreram em confrontos com equipes policiais durante as buscas.
No domingo (12), Joelson Braga Araújo morreu durante uma ação policial. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), ele usava tornozeleira eletrônica por determinação judicial.
O segundo suspeito morto foi David João Gaspar Penha, conhecido como “Mucurão”. De acordo com a SSP-MA, ele também morreu em confronto com policiais na zona rural de São João Batista. David já havia sido preso anteriormente e possuía passagens pela polícia.
Joelson Braga Araujo (à esquerda) e David João Gaspar Penha (à direita) são suspeitos de participar de ataque que matou grávida e filho
Reprodução/Montagem g1
Ainda no domingo, um terceiro suspeito, Mateus Costa Pinheiro, foi preso em São João Batista. No entanto, segundo o delegado Ederson Martins, ele foi colocado em liberdade por determinação judicial, já que não havia elementos suficientes para a lavratura do auto de prisão em flagrante.
“A gente tem que seguir o ordenamento jurídico e, infelizmente, isso transpassa a nossa vontade. Se não há elementos para fazer a autuação em flagrante, eles têm que ser liberados. Foi o que aconteceu nesse caso, porque, naquele momento, não havia elementos comprobatórios para a prisão em flagrante”, afirmou o delegado.
Outros envolvidos já foram identificados e continuam sendo procurados pelas forças de segurança. Os nomes não foram divulgados para não comprometer as investigações. As buscas contam com equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Canil e setores de inteligência.
Investigação
O caso é investigado como duplo homicídio. Segundo a SSP-MA, os elementos reunidos até o momento indicam que o crime está relacionado a uma disputa entre facções criminosas.
Segundo a SSP, Josef Abreu Santos, companheiro de Samira Costa Correia e pai de Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, é apontado pela investigação como o principal alvo do ataque. Ele foi ouvido pela autoridade policial.
A secretaria não informou em que condição Josef prestou depoimento nem divulgou outros detalhes, para não comprometer o andamento das investigações. Familiares afirmaram que ele havia sido visto na casa pouco antes do ataque.
Ataque teria envolvido cerca de 15 homens
As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos
Reprodução/Redes Sociais
As vítimas foram encontradas carbonizadas dentro de uma casa incendiada na sexta-feira (10). Segundo a polícia, homens armados invadiram o imóvel, fizeram vários disparos e atearam fogo no local.
Testemunhas relataram que aproximadamente 15 homens teriam participado do ataque. A Polícia Militar encontrou cerca de 100 estojos de munição já disparada no local. Havia materiais dos calibres 9 milímetros, .38, .40 e 12.
Perícia apura como as vítimas morreram
Os exames periciais devem esclarecer a dinâmica do ataque e determinar se Samira e Yan morreram em consequência dos disparos ou do incêndio.
Por causa das condições em que os corpos foram encontrados, a liberação pelo Instituto Médico Legal (IML) foi condicionada à realização de um exame de DNA com material coletado de um familiar de primeiro grau.
Segundo a SSP-MA, o exame já foi realizado. A secretaria não informou quando os corpos serão liberados.
As investigações e as buscas pelos demais envolvidos continuam na região. A SSP-MA afirmou que outras informações não serão divulgadas neste momento para preservar o andamento das buscas.
