Ouro sobe 1,6% após inflação dos EUA aliviar pressão por juros

O ouro encerrou a sessão desta terça-feira (14) em alta, impulsionado por dados de inflação mais fracos nos Estados Unidos, que reduziram as apostas de aperto monetário pelo Federal Reserve.

O contrato do metal para agosto subiu 1,60%, a US$ 4.069,7 por onça-troy, recuperando parte das perdas registradas na véspera.

CPI abaixo do esperado favorece o metal

O índice de preços ao consumidor (CPI) americano veio abaixo das expectativas, tanto na leitura mensal quanto na anual, sinalizando desaceleração inflacionária.

O resultado pressionou os rendimentos dos Treasuries e o dólar, o que tende a beneficiar ativos como o ouro, que não pagam juros e ganham atratividade em cenários de taxas mais baixas.

Prata acompanha movimento de alta

A prata também registrou valorização no pregão. O contrato para setembro avançou 1,95%, a US$ 59,104 por onça-troy, seguindo o movimento positivo do ouro.

Cenário geopolítico segue no radar

Apesar do impulso vindo dos dados econômicos, o mercado continua atento às tensões no Oriente Médio, especialmente envolvendo Irã e Estados Unidos.

Os desdobramentos do conflito e seus impactos sobre o petróleo ainda são fatores relevantes para a dinâmica dos metais preciosos.

Expectativa de juros segue como principal driver

No curto prazo, o comportamento do ouro deve continuar fortemente atrelado às expectativas para a política monetária americana.

Com sinais de inflação mais moderada, cresce a percepção de que o Fed pode adotar uma postura menos agressiva, o que tende a sustentar o apetite por metais preciosos.

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