
Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT)
TV Vanguarda/Arquivo
A Prefeitura de Taubaté publicou nesta terça-feira (14) o edital para contratar uma nova organização social (OS) responsável pela gestão do Hospital Municipal Universitário de Taubaté (Hmut).
A nova licitação ocorre após a administração municipal anunciar que não vai renovar o contrato com a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, atual gestora da unidade. O vínculo entre a prefeitura e a entidade termina em 31 de julho.
Com valor aproximado de R$ 11 milhões mensais, o novo contrato de gestão terá vigência inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação. A abertura dos envelopes está prevista para o dia 2 de setembro, às 9h, na Sala de Reuniões da Comissão de Licitações da Prefeitura.
O edital define que a nova OS ficará responsável pela gestão dos serviços de saúde do Hmut, unidade de média e alta complexidade que atende usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto prevê a administração, o gerenciamento e a execução dos serviços hospitalares e ambulatoriais
Segundo a prefeitura, a mudança faz parte do processo de transição da administração do hospital e a troca de gestora deve ocorrer sem interrupção dos atendimentos à população.
Contrato para gestão do Hmut termina em 31 de julho
Na quarta-feira (1º), quando anunciou o fim do contrato, a prefeitura afirmou que adotaria todas as medidas necessárias para garantir a continuidade da assistência hospitalar durante a transição.
O Grupo Chavantes informou que já foi comunicado oficialmente sobre o encerramento da gestão e iniciou o processo de comunicação aos funcionários e fornecedores. Em nota, a entidade afirmou que manteve interesse em continuar administrando o hospital e criticou a decisão da prefeitura.
Relembre
A Santa Casa de Misericórdia de Chavantes assumiu a gestão do Hospital Municipal Universitário em 2024, ainda na administração do ex-prefeito José Saud.
Neste ano, a prefeitura e a organização social passaram a travar uma disputa judicial. O município chegou a reter repasses, alegando descumprimento de metas contratuais, enquanto a entidade contestou a medida.
A prefeitura já havia tentado contratar uma nova gestora por meio de chamamentos públicos anteriores, mas os processos acabaram suspensos ou alterados.
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