Justiça manda prender 4 acusados por morte de jovem em rope jump

Maria Eduarda Rodrigues faleceu após saltar de rope jumpingReprodução/redes sociais

A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP) e decretou a prisão dos quatro acusados pela morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada sem a corda de segurança durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis.

A decisão foi divulgada nesta terça-feira (15). Com isso, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves passam a responder ao processo presos. No caso de Evelyne, a prisão temporária foi convertida em prisão preventiva.

Acusação aponta falhas graves de segurança

Segundo a denúncia do Ministério Público, os quatro responderão por homicídio com dolo eventual qualificado, quando a pessoa não deseja diretamente causar a morte, mas assume o risco de que ela aconteça.

A promotoria sustenta que os responsáveis pela atividade conheciam os riscos da prática, mas deixaram de cumprir procedimentos considerados essenciais, como a instalação da corda de segurança e a realização da checagem dupla dos equipamentos antes do salto.

Além da acusação de homicídio, Evelyne dos Santos Gonçalves também responderá por fraude processual.

Maria Eduarda morreu em 13 de junho, após ser lançada da ponte sem estar presa ao equipamento de segurança.

Maria Eduarda tinha 21 anos e morreu após ser lançada em salto de queda livre sem corda de segurança, em Limeira (SP)Reprodução/redes sociais

Parte dos investigados teve processo arquivado

Na mesma decisão, a Justiça determinou o arquivamento da investigação contra Kauê Felipe Silva Silveira, Luís Gustavo de Oliveira, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins.

João Antonio Pivetta e Gabriel Barros chegaram a ser presos durante as investigações, mas foram soltos na semana passada após a Polícia Civil concluir que eles não tiveram participação na morte da jovem.

Defesas contestam denúncia

A defesa de Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff, representada pelo advogado Rafael Gomes dos Santos, afirmou discordar da denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Segundo a defesa, os dois não tiveram intenção de matar Maria Eduarda nem assumiram o risco do resultado. Os advogados também contestam as qualificadoras atribuídas ao crime e defendem que o caso seja enquadrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Em nota, a defesa afirmou que pretende demonstrar durante o processo que a conduta dos réus foi culposa e que não há elementos para sustentar as qualificadoras apontadas pelo MP.

Já a defesa de Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves informou que, até o momento, não irá se manifestar sobre a decisão judicial.

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