
Foto mostra ataque russo a Kiev em 6 de julho de 2026.
Danylo Antoniuk / AP
Ataques russos mataram 13 pessoas e feriram 50 nesta quarta-feira (15) em várias partes da Ucrânia, informaram autoridades locais.
Mais de quatro anos após o início da invasão russa, os ataques dos dois lados se intensificam há meses, deixando um número cada vez maior de vítimas civis. Segundo a ONU, junho de 2026 foi o mês mais letal para os civis na Ucrânia desde abril de 2022.
Em Sumy, três pessoas morreram e 17 ficaram feridas, incluindo um adolescente de 16 anos, ao serem atingidas por bombas russas, informou Oleg Grigorov, governador da região fronteiriça com a Rússia.
A região de Odessa, por sua vez, foi alvo de mísseis e drones russos pelo quinto dia consecutivo, com um balanço de três mortos e oito feridos, anunciou o governador regional, Oleg Kiper. Um depósito, um gasoduto e um edifício sofreram danos.
Autoridades ucranianas e os serviços de resgate também anunciaram hoje um morto na região de Mykolaiv (sul), outro em Kryvyi Rih (leste) e dois mortos na região de Donetsk (leste), quase totalmente ocupada pelas forças russas.
Na região de Zaporizhzhia (sul), ataques russos deixaram três mortos e 15 feridos, informaram os serviços de socorro no Telegram, juntamente com imagens de resgates e de prédios com a fachada destruída.
Foram lançados contra a Ucrânia um total de 122 drones de ataque, dos quais 101 foram derrubados, e dois mísseis russos, informou a Força Aérea ucraniana.
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que o Exército bombardeou os portos de Odessa, Chornomorsk e Dnipro, “utilizados para abastecer as Forças Armadas ucranianas”.
Também afirmou que atacou depósitos de combustíveis, fábricas de drones e navios de reabastecimento militares.
As forças de Kiev intensificaram nos últimos dias os bombardeios contra navios de carga no Mar de Azov, uma zona marítima importante para o transporte de produtos agrícolas russos vendidos no exterior e para o abastecimento da Crimeia anexada.
