
Estatua de Messi na Patagônia, na Argentina.
REUTERS/Leila Miller
Em uma cidade da Patagônia que abriga uma estátua de 26 metros de Lionel Messi, argentinos comemoraram a classificação da seleção para a final da Copa do Mundo após a vitória sobre a Inglaterra, rival histórica da Albiceleste.
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A cena se repetiu em Buenos Aires e em diversas cidades do país. Agora, apenas a Espanha separa a Argentina de conquistar o bicampeonato mundial consecutivo — algo que não acontece desde 1962.
Em Cutral Co, município da província de Neuquén, cerca de 300 moradores se reuniram para assistir à partida em um telão instalado ao lado da gigantesca estátua do camisa 10. A comemoração explodiu quando o árbitro encerrou a semifinal contra a Inglaterra. Após sair atrás no placar, a Argentina buscou a virada e venceu por 2 a 1.
“Foi uma vitória sofrida”, afirmou Lucas Romero, de 32 anos, enquanto celebrava ao lado da esposa.
Apontando para o monumento de Messi, ele acrescentou: “É um reconhecimento merecido por tudo o que Messi fez”.
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O monumento a Messi
Cutral Co tem cerca de 40 mil habitantes e uma economia fortemente ligada à exploração de petróleo e gás na formação de Vaca Muerta, uma das maiores reservas de hidrocarbonetos não convencionais do mundo.
No entanto, a cidade ganhou destaque nacional em junho ao inaugurar uma estátua de Messi produzida pelo artista local Aldo Beroisa.
Estatua de Messi na Patagônia, na Argentina.
Carlos Martinez/via REUTERS
O monumento mostra o craque ajoelhado, sorrindo e apontando para o céu. Segundo as autoridades locais, trata-se da maior estátua dedicada ao jogador já construída.
Da tranquilidade à tensão
O clima na Argentina durante a Copa de 2026 começou de forma mais moderada do que em 2022. Muitos torcedores afirmavam sentir menos pressão após a conquista do Mundial do Catar.
Mas o cenário mudou rapidamente à medida que a seleção avançava no torneio. A cada vitória, multidões tomaram as ruas de Buenos Aires e de outras cidades. Em várias partidas, a equipe precisou reagir após sair atrás no placar, aumentando a tensão entre os torcedores.
A ansiedade chegou a tal ponto que veículos argentinos entrevistaram cardiologistas para alertar sobre os sinais de infarto durante os jogos da seleção.
Na capital argentina, que ficou praticamente vazia durante a semifinal, torcedores saíram às ruas após o apito final. Bandeiras foram agitadas enquanto motoristas buzinavam para celebrar a classificação.
“Estou tomado pela emoção”, disse Mariano Gecik, professor universitário de 49 anos que assistiu ao jogo na casa de amigos. “Mais uma vez, foi uma demonstração de superação, resistência e garra. Merecemos estar na final da Copa do Mundo.”
Estatua de Messi na Patagônia, na Argentina.
Carlos Martinez/via REUTERS
