Um único sabor e filas de 1h30: entenda ‘hype’ por trás do sorvete no coco vendido em Salvador


Entenda ‘hype’ por trás do sorvete no coco vendido em Salvador
Quem passou pela orla da Barra nos últimos fins de semana deve ter se perguntando o porquê de uma fila gigante na região turística de Salvador. A resposta é a criação de dois publicitários paulistas e um dentista baiano: um sorvete natural de coco servido na casca do coco seco e bastante “instagramável”.
A marca ganhou o nome de “Amaré” e começou a operar em maio deste ano, apenas aos fins de semana, na orla da Barra. Desde então, já foram vendidos mais de 700 litros de sorvete, em uma operação que usa cerca de 300 cocos por fim de semana.
“A gente não esperava que as pessoas fossem abraçar tanto e tão rápido, atendemos mais de 200 pessoas”, comemorou o publicitário Eduardo Pinheiro, um dos sócios do negócio, em entrevista ao g1.
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🚫 O sorvete não tem glúten, nem risco de contaminação cruzada, já que o trio trabalha com apenas um sabor. Além disso, a sobremesa não tem aromatizantes nem gordura hidrogenada.
Sorvete é servido na casca do coco
Amaré
Os clientes podem escolher entre duas opções ⬇️
🍨 “Onda Leve” – sorvete de uma bola no copinho com um acompanhamento (coco queimado ou castanha crocante), que custa R$ 13.
🍨 “Maré Cheia” – o sorvete instagramável servido no coco. São três bolas com acompanhamentos, pelo valor de R$ 28. Além do sorvete, os clientes podem comer a “carne” do coco onde a sobremesa é servida.
🥥 O excedente da água de coco usada para fazer os sorvetes é servido na fila de espera.
Inspiração surgiu ao ver série de TV
Sorvete é vendido apenas durante o fim de sema, na orla da Barra
Amaré
Segundo Eduardo, que é publicitário, a inspiração para o sorvete surgiu ao assistir a série “Street Food: Ásia” junto com o namorado, o dentista Felipe Almazo. Em um dos episódios, a série mostra o sorvete no coco famoso na Tailândia.
“Em 2019, tive a oportunidade de viajar para Tailândia e experimentei o sorvete. Quando vimos a série, comentei que era um produto que combinava com Salvador”, contou.
Na ocasião, Eduardo havia saído do trabalho e decidido não procurar outro emprego no ramo da publicidade. Junto com o namorado, que terminava o curso de odontologia, e a amiga publicitária Beatriz Louzão, ele decidiu investir em um negócio próprio.
Clientes ainda podem comer a “carninha” do coco junto com o sorvete
Amaré
Nenhum dos integrantes do trio tem experiência na gastronomia, mas como o dentista Felipe costuma receber elogios na cozinha, ele ficou à frente da receita. Após algumas tentativas, o sorvete foi aprovado por amigos e familiares.
“Não podíamos simplesmente copiar o sorvete da Tailândia, era preciso adaptar para o Brasil, para Salvador. Foram várias tentativas até chegar a essa”, explicou.
A produção atual é feita em casa e o trio leva cerca de 10 horas para produzir 100 litros. São 300 cocos para 600 sorvetes e, mesmo assim Eduardo afirma que tem cliente que não consegue ser atendido.
Com os valores arrecadados, o grupo tem investido em maquinário para aumentar e facilitar a produção, e por isso ainda não é possível falar em lucro.
Para o futuro próximo, o trio pretende aumentar ainda mais a produção e operar em diferentes locais de Salvador. Enquanto isso, quem quiser experimentar é recomendado a acompanhar as redes sociais da sorveteria para chegar cedo ao local de venda.
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