Tafiraço: Durigan diz que Brasil vai preservar soberania financeira e geológica ‘sem viralatice’ e que país segue aberto a negociações

EUA confirmam nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (16) que o Brasil vai preservar a soberania financeira e geológica “sem viralatice e que o governo que seguirá aberto à diplomacia e a negociações.
“Com isso a gente vai seguir protegendo o Pix, como disse o presidente Gabriel Galípolo, o maior símbolo da nossa soberania financeira. Nós seguiremos protegendo a nossa soberania geológica sem viralatice e nós seguiremos protegendo a nossa democracia contra a interferência internacional indevida. Com isso, nós não estamos dizendo que nós não estaremos abertos a negociação, pois seguiremos abertos à diplomacia e a negociação, seja com os Estados Unidos, seja com qualquer outro país que nos trate com devido respeito”.
A declaração acontece um dia após os Estados Unidos confirmarem tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Entenda cronologia
O governo dos Estados Unidos confirmou a aplicação nesta quarta (15) de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês).
A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país.
Apesar da nova taxa, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa, como é o caso da carne bovina e do café.
O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas.
Em nota, o governo do presidente Lula classificou a decisão como um “marco lastimável” na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica.
🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais “injustas”, o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.
O Planalto também sustenta que as acusações apresentadas pelos EUA não se sustentam e lembra que o Brasil tentou, ao longo do último ano, reverter as investigações e evitar a adoção das tarifas.
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