O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira (16) que o Brasil poderá acionar a Lei de Reciprocidade para responder às tarifas impostas pelos Estados Unidos, além de implementar medidas de apoio aos setores mais impactados.
Segundo ele, a reação será feita “no momento adequado”, considerando os desdobramentos das medidas anunciadas por Washington.
Governo critica tarifaço e contesta argumentos
Alckmin classificou a decisão americana como “injusta e descabida”, afirmando que os argumentos utilizados pelos Estados Unidos não correspondem à realidade do comércio bilateral.
O vice-presidente destacou ainda que, ao longo dos últimos 15 anos, os EUA acumularam um superávit de US$ 424 bilhões na balança comercial com o Brasil.
Programa Brasil Soberano será reativado
Como resposta, o governo pretende reativar o programa Brasil Soberano, voltado ao suporte de setores afetados por medidas externas.
As primeiras ações devem ser implementadas já no início de agosto, com foco em crédito, liquidez e fortalecimento das exportações.
Volume de recursos ainda será definido
De acordo com a equipe econômica, o montante destinado ao programa deve ser menor do que em rodadas anteriores, devido ao maior número de exceções previstas nas novas tarifas.
O valor final será definido após diálogo com os setores diretamente impactados.
Histórico de apoio ao setor exportador
Na primeira edição do Brasil Soberano, o governo liberou R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações para ampliar o acesso a crédito.
Já a segunda rodada, anunciada em março, contou com R$ 15 bilhões em linhas de financiamento, administradas pelo BNDES.
Cenário de tensão comercial permanece
A adoção de possíveis medidas de reciprocidade e o reforço de programas de apoio evidenciam a escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
O governo brasileiro, no entanto, sinaliza que buscará equilibrar resposta diplomática com suporte econômico aos setores mais afetados.
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