
Empresa de trader investigada por golpes pode ter feito mais de 2 mil vítimas
Um formulário foi disponibilizado, nesta quinta-feira (16), para que pessoas que se consideram vítimas do DF Group possam registrar os prejuízos e fornecer informações que serão incluídas na investigação. O fundador e CEO da empresa, Douglas Fonseca, e mais 10 pessoas estão presas suspeitas de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, a participação das vítimas é importante para que cada situação seja analisada individualmente. O objetivo é reunir informações sobre como ocorreram os supostos prejuízos.
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Para participar, a pessoa deve preencher o formulário com as informações solicitadas, assinar o documento digitalmente usando uma conta Gov.br e seguir as orientações indicadas na própria plataforma.
A Polícia Civil informou ainda que realiza diligências para identificar, localizar e preservar possíveis bens dos investigados. A medida, segundo a instituição, busca garantir que futuras decisões judiciais possam ser cumpridas.
A corporação também esclareceu que o preenchimento do formulário não significa ressarcimento imediato dos valores perdidos. Uma eventual devolução dos prejuízos depende da conclusão da investigação e do andamento do processo judicial.
A apuração está registrada no Inquérito Policial conduzido pela Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (Deccoterc), sob responsabilidade da delegada Marcela Sampaio.
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Veja nota da defesa
A defesa técnica do DF GROUP e dos investigados esclarece que, em razão das medidas cautelares atualmente em vigor (dentre elas a prisão temporária: o bloqueio de contas e ativos financeiros: a suspensão das atividades da empresa; e a apreensão de documentos e equipamentos), a empresa encontra-se impossibilitada de desenvolver suas atividades e de realizar pagamentos ou qualquer movimentação financeira, sob pena de descumprimento de ordem judicial.
Enquanto permanecerem essas restrições judiciais, não hà viabilidade operacional ou jurídica para a reorganização das atividades da empresa, tampouco para a retomada de qualquer fluxo regular de pagamentos.
A defesa esclarece, ainda, que os “consultores”/parceiros não detêm poder de gestão, administração financeira ou disponibilidade sobre os recursos atualmente atingidos pelas medidas judiciais, razão pela qual também foram diretamente impactados pelas medidas impostas.
Lamentamos e repudiamos os relatos de ameaças e constrangimentos dirigidos a consultores, parceiros e familiares, reiterando que essas pessoas não possuem qualquer controle sobre os ativos e recursos atualmente indisponíveis por determinação judicial. Eventuais condutas que extrapolem os limites da legalidade já estão sendo apuradas, com a adoção das providências necessárias para a responsabilização criminal dos respectivos autores.
A defesa reitera sua convicção de que as prisões efetuadas são desproporcionais e juridicamente questionáveis, razão pela qual sua legalidade já está sendo discutida no Poder Judiciário. Paralelamente, seguimos atuando para buscar a revisão das demais cautelares impostas, por compreender que a retomada das atividades empresariais constitui passo indispensável para a reconstrução da capacidade operacional e financeira da empresa. Restabelecidas as atividades, a DF TRADER iniciará o processo de contato com todos os investidores para negociar e regularizar as pendências eventualmente existentes da melhor forma jurídica e operacional possível.
Por fim, informamos que toda e qualquer manifestação oficial relacionada ao caso será prestada exclusivamente pelos advogados constituídos pela empresa e pelos investigados, preservando a regularidade das investigações e evitando a circulação de informações imprecisas. Os inquéritos tramitam em sigilo, razão pela qual terceiros não possuem acesso ao conteúdo dos autos nem às informações necessárias para prestar esclarecimentos públicos com segurança e fidelidade aos fatos.
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Reprodução/Redes sociais
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