
Caldo e outros produtos derivados da cana-de-açúcar atraem visitantes na Expocrato.
Vai um caldinho de cana aí? Quem visita a Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato) até o próximo domingo (19) tem a oportunidade de conhecer ou saborear o famoso caldo de cana-de-açúcar do engenho que fica dentro do Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti, na cidade do Crato, na região do Cariri.
O espaço começa a funcionar por volta das 6h30. O horário não impede os visitantes que chegam cedo em busca da iguaria, geralmente saboreada com um tradicional pastel.
A matéria-prima, a cana-de-açúcar, vem do distrito de Arajara, em Barbalha e é moída na hora para produção de diversos itens. Além do caldo, tem rapadura, batida, mel e alfenim. Tudo é produzido à medida em que as vendas estão saindo. Este ano, a expectativa é que sejam usadas cerca de 95 toneladas da cana-de-açúcar.
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O professor Érico Robson não perdeu a oportunidade de tomar o caldo em mais um ano de exposição. Ele veio acompanhado de toda a família.
“Já virou uma tradição vir todo ano. Até minha mãe que tem 88 anos vem, também minha irmã e minha companheira. Comer um pastel com caldo de cana é sempre gratificante. É uma maneira de juntar a família. E aqui, o engenho, remete à infância, à tradição”, comenta o professor.
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A cana-de-açúcar utilizada na Expocrato é produzida no distrito de Arajara, em Barbalha (CE).
Claudiana Mourato/TVM Cariri
Trabalho no engenho
A vendedora Maria Celene do Nascimento está pela primeira vez trabalhando no engenho. Animada, ela afirma que o ritmo de vendas é intenso.
“É muito trabalho, cansativo, mas é muito bom. Todos os dias têm muita movimentação. Eu faço tudo aqui, chego de sete e meia da manhã e, até ter movimento, tô por aqui.”
O engenho fica aberto até cerca de 22h30. Quem também não perde o ritmo para o trabalho é Paulo Calixto, um dos responsáveis pelo espaço. Aos 71 anos, ele faz de tudo para agilizar a produção e relembra os primeiros anos dentro da exposição.
“Todo ano é essa movimentação. A emoção é grande. Antigamente o engenho era a vapor: fogo e água. E aí, somente no terceiro ano é que foi ligado à energia”.
A tradição deve continuar com o sobrinho dele, que já está tomando conta da produção. “Estamos até hoje aqui e vamos prolongar. Meu sobrinho já sabe todo o trabalho. Aqui não pode parar”, reforça o produtor.
O espaço deve funcionar até a próxima segunda-feira (20), após o encerramento da exposição.
Além do caldo, a cana-de-açúcar é usada para produzir rapadura, batida, mel e alfenim.
Claudiana Mourato/TVM Cariri
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