
Após seis dias de espera, a família de Lívia Bevilacqua Batista, de 20 anos, recebeu, na noite desta quinta-feira (16), a notícia que tanto aguardava: o Instituto Médico Legal (IML) da cidade de Campinas, em São Paulo, concluiu a identificação oficial e autorizou a liberação do corpo da jovem, que morreu no acidente envolvendo uma Porsche na Rodovia Francisco Von Zuben (SP-091), entre Campinas e Valinhos (SP).
Lívia era passageira do veículo conduzido por Arthur Rodrigues de Souza, também de 20 anos, que perdeu o controle da direção, bateu contra uma árvore e teve o carro completamente destruído pelas chamas na noite da última sexta-feira (10). Os dois morreram no local.

A identificação da estudante foi confirmada por meio da análise da arcada dentária. A família informou que ainda definirá o local e o horário do velório e do sepultamento.
Espera prolongou o sofrimento da família
A demora na liberação aumentou a angústia dos familiares, que afirmavam já ter entregue todos os documentos e materiais solicitados pelas autoridades para auxiliar na identificação.
Enquanto aguardavam uma resposta, a mãe de Lívia, Danila Bevilacqua, passou a visitar diariamente o local da tragédia, levando flores e fazendo orações. Em entrevista à EPTV, ela disse viver um “ante-luto”, já que não conseguia se despedir da filha.

Na quarta-feira (15), os pais fizeram um apelo público pela liberação do corpo. O pedido comoveu milhares de pessoas nas redes sociais.
Diferentemente de Lívia, o corpo de Arthur foi identificado logo após o acidente e liberado no sábado (11), sendo sepultado no dia seguinte, em Albertina (MG).
O que ainda falta esclarecer
Apesar da liberação do corpo encerrar uma etapa dolorosa para a família, a investigação sobre o acidente continua.
Inicialmente, a ocorrência foi registrada como choque contra obstáculo, incêndio e morte suspeita. Após a confirmação oficial da identidade de Lívia, o caso passou a ser investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar.
A Polícia Civil ainda aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer exatamente como ocorreu a colisão.
Entre os exames pendentes está o toxicológico do motorista, que deverá apontar se Arthur havia consumido álcool ou outra substância que possa ter influenciado na condução do veículo. Familiares de Lívia também entregaram vídeos, imagens e outras informações aos investigadores para ajudar na reconstrução dos momentos anteriores ao acidente.
Relembre o caso
O acidente aconteceu na noite de sexta-feira (10), na altura do km 93 da Rodovia Francisco Von Zuben.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a Porsche Cayman 2024 sai da pista, atinge uma árvore e, em poucos segundos, é tomada por uma explosão seguida de incêndio.

Arthur, estudante de Medicina da São Leopoldo Mandic e proprietário do veículo, morreu carbonizado. Lívia, que estava com a matrícula trancada no curso de Relações Internacionais da PUC-Campinas, também não conseguiu sair do carro.
Segundo a família, os dois haviam saído para jantar antes do acidente. Pouco antes da colisão, a jovem chegou a enviar uma foto para a irmã mostrando o interior da Porsche. Depois disso, não houve mais contato.
Agora, com a liberação do corpo, a família poderá realizar a despedida que aguardava desde a tragédia, enquanto a investigação segue para esclarecer as causas do acidente e determinar tudo o que aconteceu nos instantes que antecederam a colisão.
