O governo prepara uma nova etapa do Plano Brasil Soberano para atender empresas atingidas pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o novo pacote será menor do que o adotado no ano passado e deverá se concentrar em linhas de crédito com juros subsidiados.
Desta vez, não estão previstos mecanismos como diferimento de impostos ou facilitação de compras públicas. O volume de recursos também deverá ser reduzido em razão da ampliação da lista de produtos brasileiros isentos da cobrança americana.
Medidas serão definidas após consulta aos setores
O governo pretende ouvir as empresas e os segmentos mais afetados antes de definir o alcance e as condições das novas linhas. A equipe econômica afirma que as medidas serão implementadas sem comprometer as metas fiscais e a responsabilidade fiscal do país.
O objetivo é oferecer capital às empresas que enfrentem perda de competitividade, redução de pedidos ou dificuldades de caixa em consequência das barreiras comerciais.
BNDES pede reforço de R$ 7,25 bilhões
O BNDES solicitou ao Ministério da Fazenda a liberação de mais R$ 7,25 bilhões para ampliar as linhas de crédito do Plano Brasil Soberano. Os recursos deverão ser destinados ao Fundo de Garantia à Exportação, utilizado para viabilizar financiamentos em condições favorecidas a exportadores e fornecedores das cadeias produtivas.
De acordo com o banco, a demanda pelas linhas de crédito já atingiu R$ 18,4 bilhões, valor próximo da capacidade atual do programa, de R$ 21 bilhões. Os setores de alimentos, fármacos, fertilizantes, minerais críticos, máquinas e equipamentos concentram a maior procura pelos financiamentos.
A ampliação busca evitar a interrupção de investimentos e reduzir os efeitos das tarifas sobre o fluxo de caixa e a competitividade das empresas brasileiras.
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