Tarifaço: governo prepara programa para diversificar mercado com foco em setores afetados


A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), autarquia ligada ao governo federal, prepara um programa de diversificação de mercados voltado, principalmente, para os setores afetados pelas novas tarifas dos Estados Unidos e aos beneficiados pelo acordo entre Mercosul e União Europeia.
O plano, que será lançado no início de agosto, contará com investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado.
“É um plano geral, para todos os setores, mas com atenção especial àqueles que, ao mesmo tempo, estão sendo tarifados pelos EUA e terão as tarifas reduzidas com o acordo Mercosul-União Europeia”, afirmou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, durante entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (17).
Segundo Müller, a Europa figura entre as prioridades da estratégia de abertura de mercados. Na avaliação dele, o acordo entre Mercosul e União Europeia cria oportunidades que podem ser aproveitadas neste momento.
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🔎O acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado em janeiro de 2026 após mais de 25 anos de negociações, prevê a redução gradual de tarifas e barreiras comerciais entre os dois blocos e cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo
Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os mercados considerados estratégicos.
A iniciativa ocorre após o governo dos Estados Unidos confirmar, na quinta (16), a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, ao concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês).
A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelo governo americano para investigar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país.
Apesar da nova tarifa, uma extensa lista de produtos brasileiros ficou de fora da sobretaxa. O governo brasileiro reagiu afirmando que a decisão não possui justificativa econômica e foi motivada por razões políticas.
Além da diversificação de mercados, Müller afirmou que a ApexBrasil atuará em outras duas frentes:
ampliar a lista de produtos isentos da tarifa americana; e
aumentar a participação internacional dos setores brasileiros que permaneceram livres da nova taxação.
“Um: nós vamos continuar esse trabalho para aumentar a isenção. Dois: nós vamos ampliar o nosso trabalho para aumentar a participação brasileira dos setores que foram isentos. E, três, nós vamos trabalhar e anunciar um plano de diversificação para os mercados”, detalhou Müller.
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Jornal Nacional/ Reprodução
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