Temporais devem limpar fumaça de incêndios antes da final da Copa

A fumaça provocada pelos incêndios florestais que atingem o Canadá deve perder intensidade neste domingo (19)Reprodução

A fumaça provocada pelos incêndios florestais que atingem o Canadá deve perder intensidade neste domingo (19), poucas horas antes da final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Após dias de céu acinzentado e alertas sobre a qualidade do ar em parte do nordeste americano, a previsão é de que uma frente de temporais e tempestades melhore significativamente as condições atmosféricas na região. A expectativa reduz a preocupação de torcedores, atletas e organizadores, embora especialistas alertem que pessoas mais sensíveis ainda possam sentir os efeitos da fumaça remanescente.

Chuva deve melhorar a qualidade do ar

De acordo com meteorologistas, a frente fria que atravessou a região entre sábado (18) e este domingo deve dispersar a camada mais densa de fumaça transportada pelos ventos a partir dos incêndios no Canadá.

Segundo meteorologistas, a maior parte das partículas suspensas na atmosfera será removida, restando apenas uma névoa leve, sem impacto significativo para a realização da partida.

Especilistas apontam que as chuvas devem “varrer a atmosfera”, proporcionando uma melhora expressiva na qualidade do ar antes do apito inicial.

A previsão indica que o Índice de Qualidade do Ar (AQI) deve cair da faixa considerada insalubre para grupos sensíveis para a categoria “moderada”, classificada como de baixo risco para a maioria da população.

Além disso, o tempo durante a decisão deve permanecer estável, com temperatura próxima dos 27°C, baixa umidade e ventos fracos.

Fumaça ainda afetou preparação das equipes

Mesmo após a passagem das tempestades, a fumaça ainda era perceptível nos arredores do estádio durante o sábado.

A seleção da Espanha precisou interromper seu último treino ao ar livre devido às condições climáticas, que também provocaram alertas para enchentes repentinas em algumas áreas de Nova Jersey.

Incêndios seguem fora de controle no Canadá

Enquanto a situação melhora temporariamente na costa leste dos Estados Unidos, o cenário permanece crítico no Canadá.

Dados do Sistema Canadense de Informações sobre Incêndios Florestais mostram que centenas de focos continuam ativos em diferentes províncias.

Em Ontário, quase 200 incêndios já queimaram uma área superior à registrada em toda a temporada de 2025. Na Colúmbia Britânica, milhares de raios provocaram o surgimento de novos focos, ampliando rapidamente a área afetada.

Também há incêndios de grandes proporções na Nova Escócia e no noroeste de Ontário, onde comunidades precisaram ser evacuadas por causa do avanço das chamas.

Especialistas explicam que o calor intenso, a seca prolongada e a baixa umidade favorecem a propagação do fogo. Esses fatores vêm sendo potencializados pelas mudanças climáticas, que aumentam a frequência e a intensidade de eventos extremos.

Troca de críticas entre Estados Unidos e Canadá

A fumaça também gerou uma nova troca de declarações entre autoridades dos dois países.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o país está sendo “invadido” por um ar “sujo, poluído e insalubre” vindo do Canadá e voltou a ameaçar impor tarifas comerciais ao país vizinho.

Em resposta, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que o combate às mudanças climáticas exige responsabilidade compartilhada entre as nações, incluindo os Estados Unidos.

Já o premiê da província de Ontário, Doug Ford, classificou as declarações de Trump como “absolutamente inaceitáveis” e lembrou que o Canadá já prestou auxílio aos norte-americanos em situações de emergência, como incêndios florestais e furacões.

Problema pode voltar nos próximos dias

Embora a previsão indique melhora para este domingo, especialistas alertam que a situação continua instável.

Como os incêndios permanecem ativos em várias regiões canadenses, novas massas de fumaça poderão voltar a alcançar partes dos Estados Unidos nas próximas semanas, dependendo da direção dos ventos e das condições meteorológicas. Enquanto as chamas não forem controladas, o risco de novos episódios de poluição atmosférica seguirá presente em diferentes áreas da América do Norte.

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