Teatros Amazônia são candidatos a Patrimônio Mundial da UNESCO

As construções também representam o intenso cosmopolitismo cultural e comercial adotada pelo país até hoje (Teatro Amazonas)Foto: Divulgação/Marcio James de Moraes Pontes /Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas/UNESCO

O Brasil submeteu os Teatros Amazônia como candidatos a Patrimônio Mundial para a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A entidade vai analisar os e decidir entre as novas candidaturas no fim deste mês, por meio de comitê especial. A equipe também analisa a preservação dos patrimônios atuais. A proposta brasileira é formada pelo Teatro Amazonas, de Manaus, e pelo Theatro da Paz, de Belém. Ambos foram construídos no século XIX e ficam nos maiores centros urbanos da Amazônia brasileira, conforme descrição enviada à entidade.

Theatro da PazFoto: Divulgação/Marivaldo Pascoal/UNESCO

As estruturas são fruto do auge econômico proporcionado pelo ciclo da borracha, quando as duas cidades monopolizavam a exportação de látex para a Europa durante a Revolução Industrial.

As estruturas simbolizam ideais de civilização e modernidade da época, além do estilo de ópera somado a alusões às faunas e floras regionais. Eles eram maiores do que quaisquer outros teatros construídos no Brasil anteriormente e também representam o intenso cosmopolitismo cultural e comercial que permanece na postura diplomática brasileira até os dias atuais. O evento ocorrerá na Coreia do Sul entre os dias 20 a 29 de julho. Entre os outros candidatos há reservas naturais, fósseis, templos, fortalezas, cidades históricas e mais.  O comitê deverá analisar a preservação de todos os outros 147 patrimônios já tombados pela UNESCO.

Lista de candidatos

Confira na lista abaixo todos os candidatos:

  • Brasil: Teatros da Amazônia
  • Finlândia: Obras de Aalto
  • Irã: Castelo de Alamūt e Fortificações Relacionadas (ACRF)
  • Índia: Antigo local budista, Sarnath, Varanasi
  • Japão: Capitais antigas de Asuka e Fujiwara
  • França: Praias do desembarque do Dia D, Normandia, 1944
  • Portugal: Fortalezas Abaluartadas da Raia 
  • Polônia: Centro Modernista da Cidade de Gdynia
  • China: Locais da indústria de porcelana artesanal de Jingdezhen
  • Líbano: Castelos do Monte Amel
  • Espanha: Paisagem aquática da Ribeira Sacra
  • Cazaquistão: Mesquitas rupestres e sítios sagrados associados de Mangystau
  • Estado da Palestina: Sebastia
  • Cazaquistão/ Quirguistão/ Tadjiquistão/ Uzbequistão: Rotas da Seda: Corredor Fergana-Syrdarya
  • Uzbequistão: Arquitetura modernista de Tashkent. Modernidade e tradição na Ásia Central.
  • Mongólia: Os complexos cemiteriais da nobreza Xiongnu
  • Comores: As medinas dos sultanatos históricos das Comores
  • São Tomé e Príncipe: As Roças de São Tomé e Príncipe: Sistema Agrícola Colonial e Migração Forçada
  • França: O Sistema de Fortalezas da Senescalidade de Carcassonne (séculos XIII-XIV)
  • Itália: O sistema de teatros estilo condomínio italiano dos séculos XVIII e XIX na Itália Central.
  • Tunísia: Aldeia de Sidi Bou Saïd: Centro de Inspiração Cultural e Espiritual no Mediterrâneo
  • Tailândia: Wat Phra Mahathat Woramahawihan, Nakhon Si Thammarat
  • Jordânia: Reserva Marinha de Aqaba
  • Sudão do Sul: Paisagem Migratória Boma – Badingilo
  • Arábia Saudita: Recifes de coral no Golfo de Aqaba, Mar Vermelho, no Reino da Arábia Saudita: Golfo de Aqaba
  • Estados Unidos da América: Refúgio Nacional de Vida Selvagem de Okefenokee (ONWR)
  • Federação Russa: Os Shikhans Bashkir de Toratau, Kushtau e Yuraktau
  • Dinamarca: Fósseis de peixes ósseos do Limfjord Ocidental – Evolução e adaptação climática no início do Eoceno
  • Emirados Árabes Unidos: Wadi Wurayah
  • Grécia: A área mais ampla do Monte Olimpo
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