Perseguição policial deixa pedestre e suspeito mortos no Rio

Polícia CivilReprodução/PCRJ

Um homem, identificado como José Carlos Castilho, morreu após ser atropelado por um carro roubado durante uma perseguição policial na Estrada do Mapuá, na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O caso ocorreu na noite de sábado (18). O motorista perseguido também morreu.

Segundo a Polícia Militar, agentes do 18º BPM (Jacarepaguá) tentaram abordar o condutor, que desobedeceu à ordem de parada e fugiu. Durante o acompanhamento, ele perdeu o controle do veículo e atingiu José Carlos, que não resistiu.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga a sequência da ocorrência, incluindo o atropelamento, os disparos registrados durante a fuga e a morte do suspeito.

Suspeitos teriam roubado estabelecimento

Informações preliminares da Polícia Civil apontam que os ocupantes do carro haviam roubado um estabelecimento comercial antes da perseguição.

Durante a fuga, segundo a DHC, os suspeitos atiraram contra os policiais militares. A corporação informou que um dos envolvidos foi “neutralizado”, sem detalhar a sequência dos disparos.

O carro bateu contra uma árvore depois do atropelamento. O motorista foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas morreu na unidade.

As autoridades ainda não esclareceram se a morte ocorreu em razão dos disparos, da batida ou de uma combinação dos ferimentos. A identidade do suspeito não foi divulgada.

O automóvel roubado foi recuperado. Um aparelho celular também foi apreendido e poderá ser analisado durante a investigação.

Delegacia de Homicídios apura as duas mortes

A DHC realizou a perícia no local e assumiu a investigação. Os agentes devem analisar laudos, depoimentos, imagens de câmeras e outros registros que ajudem a reconstruir o trajeto da perseguição.

Até o momento, a Polícia Militar não informou por quanto tempo o veículo foi acompanhado, qual velocidade teria sido alcançada nem se os agentes envolvidos usavam câmeras corporais.

Também não foi divulgado se armas foram apreendidas ou se outros suspeitos conseguiram fugir.

A investigação deverá apurar a conduta do motorista e a atuação dos policiais durante o acompanhamento. As circunstâncias completas das duas mortes ainda não foram esclarecidas.

O iG entrou em contato com a Polícia Civil e com a Polícia Militar do Rio de Janeiro para solicitar mais informações sobre a perseguição, a atuação dos agentes e a investigação das duas mortes. A reportagem aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

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